Depois de campanhas frustrantes nas Copas anteriores, a Inglaterra chegou ao Mundial do Chile em 1962 tentando reencontrar o caminho das grandes atuações e contava com nomes que mais tarde seriam históricos, como o jovem zagueiro Bobby Moore e o meia Bobby Charlton. No comando, o técnico Walter Winterbottom dirigia a seleção inglesa pela quarta vez consecutiva.
Na estreia, um desafio complicado contra a Hungria. Os húngaros já não tinham o brilho da década de 50, mas ainda eram uma equipe muito técnica. A Inglaterra entrou mal em campo, sofreu com a movimentação dos adversários e foi derrotada por 2 a 1. O gol inglês foi marcado por Flowers, mas a atuação apagada deixou a torcida preocupada com mais uma eliminação precoce.
Na segunda rodada, veio o clássico contra a Argentina, que também vinha pressionada por uma estreia ruim. A Inglaterra mudou de postura e fez sua melhor partida no torneio. Jimmy Greaves, sempre perigoso, abriu o placar, e Charlton e Flowers ampliaram. O gol argentino no fim não atrapalhou a festa: vitória por 3 a 1 e moral recuperada na briga pela classificação.
Fechando a fase de grupos, os ingleses enfrentaram a Bulgária. Com tudo ainda indefinido, o empate sem gols acabou sendo suficiente para garantir a classificação às quartas, já que a Hungria havia vencido os búlgaros e a Argentina. Foi um jogo travado, sem brilho, mas o objetivo foi alcançado.
Nas quartas de final, a Inglaterra cruzou o caminho do Brasil, atual campeão mundial. Sem Pelé, machucado, os brasileiros tinham em Garrincha seu grande nome – e ele brilhou. Com dois gols e uma atuação memorável, o craque brasileiro liderou a vitória por 3 a 1. Hitchens ainda descontou para os ingleses, mas não houve reação possível diante da superioridade técnica do adversário.
Eliminada nas quartas, a Inglaterra terminou na 8ª colocação geral. Apesar da queda, a campanha foi vista como um passo adiante, especialmente pelo surgimento de uma base que daria frutos quatro anos depois.
O uniforme principal dos ingleses permanecia o mesmo: camisa branca com detalhes em vermelho, calção azul e meias brancas.
PRIMEIRO UNIFORME

Contudo, esse uniforme foi usado apenas uma vez nessa Copa, na estreia contra a Hungria. Nos jogos contra a Argentina (que usava calções escuros) e contra o Brasil (que também usava calções azuis), os ingleses adaptaram calções brancos.
UNIFORME ALTERNATIVO

Já na partida contra a Bulgária, que também usava camisas brancas, não teve jeito: os ingleses precisaram usar o uniforme reserva, que nessa ocasião era inteiramente vermelho.
SEGUNDO UNIFORME

Curiosamente, nessa época, os goleiros do futebol britânico replicavam o calção e as meias dos jogadores de linha, o que gerou uma série de combinações diferentes nessa Copa. Springett usou uma combinação distinta em cada uma das quatro partidas que disputou. Sua camisa principal era amarela, e ela foi usada em três jogos.
UNIFORME DE GOLEIRO

Usado no jogo contra a Hungria

Usado no jogo contra a Argentina

Usado no jogo contra a Bulgária
Na partida contra o Brasil, ele teve que usar a versão alternativa, que era azul.











