Depois do trauma de 50 e a campanha apenas razoável de 54 o Brasil chegava à Suécia com muito a provar. Ainda nas eliminatórias o Brasil sofreu para passar pelo Peru e quando chegou à Copa teria que enfrentar um grupo muito complicado com a Áustria e as poderosas Inglaterra e União Soviética.
A estreia foi contra a Seleção Austríaca e a partida foi relativamente tranquila, apensar de segurar o empate por quase todo o primeiro tempo, a Áustria não conseguiu fazer frente para os brasileiros que venceram por 3 a 0.
No segundo jogo, contra a Inglaterra, as coisas começaram a complicar. Os dois goleiros tiveram ótima atuação e conseguiram superar os ataques, construindo assim o primeiro 0 a 0 da História das Copas.
Com a baixa produção do ataque brasileiro o técnico brasileiro Vicente Feola buscava alternativa para a próxima partida até que em uma conversa informal com os jornalistas Arnaldo Nogueira e Luiz Carlos Barreto e o lateral Nilton Santos surgiu a ideia de colocar no time um certo ponta direita de pernas tortas e um jovem garoto de apenas 17 anos. Garrincha e Pele entraram no time para não sair mais e ajudaram o Brasil a vencer a União Soviética por 2 a 0.
O Brasil se classificou em primeiro lugar e nas quartas enfrentou a Seleção do País de Gales. O time britânico tinha vários desfalques no ataque o que o forçou a se postar na defesa. Mesmo com a intensa artilharia do ataque brasileira o jogo permaneceu amarado e sem gols até o meio do segundo tempo quando o jovem Pele pegou uma bola dentro da área e de virada colocou no canto do goleiro galês. Com esse gol Pele colocou o Brasil nas semifinais e ainda se tornou o jogador mais novo a marcar em Copas (marca que permaneceu até o Mundial de 82).
O adversário da semifinal era o oposto do anterior, a França possuía o melhor ataque e o artilheiro da competição (Just Fontaine). Por outro lado, o Brasil ainda não havia sofrido nenhum gol até então. O jogo que prometia ser muito disputado viu o seu primeiro gol logo aos 2 minutos de jogo quando o atacante Vavá abriu o placar para o Brasil. Logo na sequência a França empatou, mas daí em diante o Brasil tomou conta da partida fazendo quatro gols na sequência. A França ainda diminuiu, contudo, a vitória por 5 a 2 e a vaga para a final já estavam garantidas.
A grande final foi contra a dona da casa e a primeira disputa foi sobre o direito de usar o uniforme principal, já que as duas equipes usavam uniformes praticamente idênticos. Em um sorteio ficou definido que o Brasil teria que usar um uniforme alternativo, o que preocupou o técnico Feola, pois isso poderia afetar o moral da equipe. Para solucionar o problema a comissão técnica conseguiu improvisar camisas azuis, bordando os escudos e os números em cima da hora, e Feola disse aos jogadores que eles seriam campeões, pois entrariam em campo vestindo o manto de Nossa Senhora Aparecia. A estratégia funcionou e mesmo com um gol sueco logo no início da partida o Brasil conseguiu a virada repetindo o 5 a 2 da semifinal.
Com essa vitória indiscutível o Brasil conquistou o seu primeiro título de Campeão Mundial e entrou definitivamente para a História como uma das maiores Seleções do mundo.
Uma das maiores curiosidade sobre o Brasil nessa Copa fica por conta da numeração dos atletas que estava completamente descaracterizada. Até hoje não se sabe ao certo o motivo da confusão, a versão mais comum é de que a Confederação Brasileira, não mandou a relação dos jogadores a tempo à FIFA e esta tratou de numerar os jogadores por conta própria, outra versão defendida por Zagalo é que a FIFA adotou a numeração presente na bagagem dos jogadores na hora do desembarque. O fato é que quase todos jogaram com a numeração trocada, como Garricha que jogou com a 11 no lugar da 7 e do próprio Zagalo que jogou com a 7 no lugar da 11, mas o mais estranho foi o goleiro Gilmar que teve que improvisar um número 3 na sua camisa. Ainda assim, os “Deuses do Futebol” garantiram que o Rei PELE estreasse em Copas com 10.
Na Copa o Brasil voltou a usar a camisa amarela com detalhes em verde, mantendo o calção azul e as meias brancas. Esse uniforme foi usado nas 5 primeiras partidas.
PRIMEIRO UNIFORME

Contudo, na grande final o Brasil usou camisas azuis pela primeira vez em Copas e com a conquista estabeleceu definitivamente esta como sua camisa reserva. O uniforme ainda era completado por calções e meias brancas.
SEGUNDO UNIFORME

O goleiro Gilmar usou um uniforme escuro em todas as partidas, a camisa era azul, o calção preto e as meias cinzas. Curiosamente ele atuou com a camisa 3 nessa Copa e é possível notar que a numeração foi improvisada com um tecido por cima da camisa original.
UNIFORME DE GOLEIRO






de 1914, ano de fundação da Federação Brasileira de Sports. Nesse jogo o Brasil usou um uniforme todo branco com detalhes azuis nas mangas. Dois anos mais tarde a FBS deu lugar a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) mas o uniforme permaneceu branco, salvo raras exceções, como no Sul-americano de 1916 quando o Brasil usou camisas listradas em verde e amarelo.
Além disso, nas primeiras décadas do século XX não era comum as Seleções terem uniformes reservas isso fez com que a Seleção Brasileira fosse obrigada a improvisar camisas em algumas ocasiões. Por isso o Brasil já entrou em campo usando as camisas de times como o Peñarol e o Boca Junior, além de vestir camisas vermelhas em duas partidas.


as camisas e a solução foi procurar no comercio de Estocolmo. Depois disso coube ao massagista Mario Américo arrancar os escudos e os números bordados nas camisas amarelas e costurá-los nas azuis.











