Alemanha Oc 1962

Depois do vice-campeonato europeu em 1959 e com a base do time campeão mundial de 1954 envelhecida, a Alemanha Ocidental chegou ao Chile em 1962 em um momento de transição. Ainda assim, comandados por Sepp Herberger e com jogadores experientes como Uwe Seeler e Schnellinger, os alemães esperavam ir longe no torneio. Na fase de grupos, caíram em uma chave bastante equilibrada, ao lado da Itália, do Chile (os anfitriões) e da Suíça.

A estreia foi contra a Itália, em um jogo muito aguardado, já que as duas seleções somavam metade dos títulos mundiais até então. Mas a expectativa não se refletiu em campo: o jogo foi truncado, com poucas chances, e terminou em um empate sem gols. Ainda assim, o resultado não foi ruim para nenhuma das partes.

Na segunda partida, a Alemanha enfrentou a Suíça e mostrou toda sua superioridade. Com um jogo mais leve e criativo, os alemães dominaram e venceram por 2 a 1. Uwe Seeler foi o destaque da partida, mostrando que ainda tinha faro de gol mesmo oito anos após o título na Suíça.

O jogo decisivo da fase de grupos foi contra o Chile, empurrado por sua torcida. A Alemanha soube controlar o clima hostil e venceu por 2 a 0, garantindo a liderança do grupo e avançando às quartas de final. A consistência defensiva e a experiência do elenco davam esperança para uma campanha sólida.

Nas quartas, porém, veio o tropeço. Pela terceira Copa consecutiva o adversário nas quartas era a forte seleção da Iugoslávia, e a partida foi muito equilibrada. Quando o jogo se encaminhava para um empate, os iugoslavos marcaram nos minutos finais, eliminando os alemães por 1 a 0. Foi uma derrota dolorosa, que marcou o fim de uma era. Sepp Herberger, técnico desde 1936, deixaria o cargo após o torneio.

A Alemanha Ocidental terminou o Mundial de 62 na 7ª colocação, abaixo das expectativas. A boa notícia foi o surgimento de novos nomes que seriam importantes na década seguinte.

Em 1962, a Alemanha manteve seu tradicional uniforme: camisa branca com golas pretas e calção preto, variando apenas as meias entre o preto e o branco — um visual clássico, inspirado nas cores da Prússia.

PRIMEIRO UNIFORME

O uniforme titular foi usado em todas as partidas, já que não houve confrontos com seleções de camisa branca. No entanto, as meias brancas só foram utilizadas na estreia contra a Itália.

UNIFORME ALTERNATIVO

Nas partidas restantes, contra Suíça, Chile e Iugoslávia, as meias passaram a ser pretas.

O goleiro Tilkowski, titular durante o torneio, utilizou um uniforme todo negro em todos os jogos, combinando com meias pretas ou brancas — da mesma forma que os jogadores de linha.

UNIFORME DE GOLEIRO

Alemanha 1958

A Alemanha chegou à Copa de 1958 com status de Campeã mundial e por isso, não precisou disputar as eliminatórias. Ainda assim, o time titular tinha apenas três remanescentes do milagre de Berna (Final da Copa de 54 em que a Alemanha venceu a Hungria, contra todas as expectativas), entre eles os astros Helmut Rahm e  Fritz Walter.

A estreia foi contra a Argentina, mas o jovem time alemão ainda estava se aquecendo na partida quando os sul-americanos marcaram o primeiro gol, com apenas 3 minutos de jogo. Depois disso o time recuperou o folego e partiu para o ataque, quando o primeiro tempo acabou os germânicos já venciam por dois a um. No segundo tempo eles ainda tiveram tempo para marcar novamente, vencendo a partida por 3 a 1.

Na segunda partida os alemães entraram em campo muito mais ligado e antes dos 20 minutos tempo já tinham acertado uma bola na trava, o goleiro Doljsi já havia feito uma grande defesa e um zagueiro tcheco tinha salvado uma bola em cima da linha. Contudo, depois disso o contra-ataque da Tchecoslováquia deu resultado e eles conseguiram marcar duas vezes no primeiro tempo. Na segunda etapa a Alemanha pressionou ainda mais e conseguiu buscar o empate em 2 a 2.

O último adversário da primeira fase foi a Irlanda do Norte e novamente os alemães saíram atras do placar, mas dessa vez eles conseguiram empatar logo na sequência. Na segunda etapa o filme se repetiu, os irlandeses marcaram mais uma vez e os germânicos empataram em 2 a 2. Isso foi o suficiente para eles passarem para a próxima fase em primeiro lugar do grupo.

Nas quartas, assim como em 54, o adversário foi a Iugoslávia. E o jogo parecia ser uma continuação da mesma partida quatro anos depois. A Iugoslávia com um futebol mais técnico e criativo e a Alemanha com seu futebol mecânico e pragmático, novamente quem decidiu o jogo foi Helmut Rahm. A única diferença é que dessa vez a Alemanha venceu por apenas 1 a 0.

Os alemães chegaram como favoritos na semifinal, mas o adversário seria a Suécia, a dona da casa. O jogo foi intensamente disputado, mas claramente os anfitriões contaram com uma ajuda significativa do arbitro húngaro Istvan Szolt.  Quando o jogo ainda estava empatado o juiz não marcou um pênalti em Rahn, contudo, pouco depois os germânicos conseguiram abrir o placar. Ainda no primeiro tempo o árbitro ignorou um toque na mão do atacante sueco Nils Liedholm e no mesmo lance eles conseguiram empatar. No início da segunda etapa os jogadores Hamrin da Suecia e Juskowiak da Alemanha, se desentenderam e partiram para a agressão, mas o juiz expulsou apenas o alemão. Aos 30 minutos foi a vez de Fritz Walter ser agredido e ficar praticamente inutilizado para o jogo, com dois a menos a Alemanha não conseguiu resistir a intensidade sueca e tomou dois gols nos últimos 10 minutos da partida, perdendo por 3 a 1. A violência vista nesse jogo mobilizou a FIFA a iniciar a campanha do fair play em Copas.

Na decisão de 3º e 4º os alemães, com um time misto, foram derrotados pela França com uma chuva de gols e um show de Fontaine, 6 a 3 foi o placar.

A Seleção Alemã usou apenas um uniforme nas 6 partidas que disputou nessa Copa, a tradicional combinação de camisa branca com calção preto e as meias que até então também eram pretas.

PRIMEIRO UNIFORME

Os goleiros Fritz Herkenrath e Heinz Kwiatkowski usaram um uniforme todo negro no Mundial, também tradicional da Alemanha até então.

UNIFORME DE GOLEIRO

Alemanha 1954

O país estava destroçado e a população ainda sofria as consequências da recém acabada II Guerra Mundial, mas isso não impediu a Alemanha de formar uma equipe competitiva para disputar o Mundial de 54. Se não era colocada entre as favoritas ao título, não havia dúvidas de que poderia fazer um bom papel e ter um resultado digno nesta Copa. No entanto o mundo não estava preparado para o que aconteceria na Suíça.

Tudo começou nas eliminatórias, os Alemães caíram no grupo 1 junto com Noruega e Sarre (região da Alemanha que esteve sobre protetorado Frances após a II Guerra). Os germânicos passaram por cima de seus adversários vencendo 3 das 4 partidas disputadas e empatando a outra, marcando 12 e sofrendo apenas 3.

Na Copa as coisas não seriam tão fáceis principalmente porque os Alemães não foram escolhidos como cabeça de chave de nenhum grupo. E mesmo ficando no mesmo grupo da Hungria, principal candidata ao título, eles tiveram sorte e os outros integrantes do grupo eram a fraca Seleção Turca e a inexperiente equipe da Coreia do Sul.

A estreia foi contra a Turquia (cabeça de chave do grupo) que sai na frente, os alemães buscaram a virada e venceram por 4 a 1. O próximo adversário seria o outro cabeça de chave do grupo, a Hungria. Os alemães entraram com o time reserva, considerando uma provável derrota e considerando uma eventual partida desempate novamente contra a Turquia. O resultado foi um massacre de 8 a 3. Com os jogadores descansados os alemães aplicaram um a nova goleada sobre os turcos se classificando para a próxima fase.

Mesmo com a fácil classificação o técnico alemão Sepp Herberger foi duramente criticado pelo pragmatismo e falta de poder ofensivo do time. Por isso o teste de fogo seria nas oitavas contra a Iugoslávia que era vista como favorita. A Alemanha abriu o placar em um gol contra do zagueiro Horvat, depois disso os iugoslavos partiram para o ataque e perderam várias chances de empatar, no final do jogo os germânicos ainda conseguiram ampliar em um contra-ataque.

Na Semifinal o adversário, decidido em sorteio, foi a Áustria e depois de um 1º tempo equilibrado os alemães atropelaram no 2º vencendo a partida por 6 a 1. Com essa goleada surpreendente eles estavam na final, para novamente enfrentarem a Hungria.

Havia sido uma linda campanha da Alemanha até ali, mas ninguém em sã consciência acreditaria que a Alemanha teria chances contra a Hungria, mesmo que esta estivesse exaurida pelas partidas contra Brasil e Uruguai e com seu principal jogador, Ferenc Puskás lesionado.

Como era de costume a Hungria começou o jogo com uma intensidade absurda e antes dos 10 min do 1º tempo já vencia por 2 a 0, contudo os alemães também mostraram muito intensidade neste início frenético e empataram antes dos 20 min. Depois disso o ritmo do jogo diminuiu e somente aos 39 min do 2º tempo os alemães marcaram o terceiro gol. Decretando a mais surpreendente e épica virada já registrada em uma final de Copa do Mundo, não atoa esta partida passou a ser chamada de “O Milagre de Berna” dada a incredulidade de todos os que a acompanhavam. A Alemanha ganhava seu primeiro Titulo Mundial e se firmava como uma das maiores Seleções do Mundo.

O uniforme usado em seu primeiro título mundial mantinha as cores usadas nas Copas anteriores: camisa branca, calção e meias pretas (em homenagem a bandeira da Prússia). Mas este uniforme possuía uma gola mais simples e detalhes pretos nas mangas.

PRIMEIRO UNIFORME

Esse uniforme foi usado na primeira partida contra a Turquia, nos dois jogos contra a Hungria e na disputa contra a Iugoslávia.

Nesta Copa os alemães estrearam seu uniforme reserva: camisa verde calção branco e meias também verdes. Há duas explicações para a escolha dessas cores, uma seria simplesmente porque essas são as cores de um campo de futebol e a outra essa escolha seria uma homenagem a Irlanda, primeira Seleção a aceitar realizar um amistoso contra os alemães depois da II Guerra.

 SEGUNDO UNIFORME

Esse uniforme foi usado na semifinal contra a Áustria.

Na segunda partida contra a Turquia eles entraram em campo com uma variação deste uniforme com o calção e as meias pretas.

UNIFORME ALTERNATIVO

Os goleiro Toni Turek e Heinz Kwiatkowski usaram o até então tradicional uniforme de goleiro alemão todo negro. A diferença é que a de Turek possuía um zíper na gola (destelhe pouco usual em camisas de futebol).

UNIFORME DE GOLEIRO

Já a de Kwiatkowski, que atuou apenas na primeira partida contra a Hungria, possuía uma gola mais simples e branca.

SEGUNDO UNIFORME DE GOLEIRO

Evolução do Uniforme da Alemanha

Primeiro Uniforme

A primeira partida oficial da Seleção Alemã ocorreu apenas 8 anos depois da fundação da DFB (Federação Alemã de Futebol) em 05 de abril de 1908 e o adversário foi a vizinha Suíça que venceu por 5 a 3.

Desde o primeiro jogo a Alemanha usou a tradicional combinação de camisa branca com calção preto, mas na partida de estria a camisa tinha uma larga listra vertical preta com uma águia no peito.800px-Deutsche_Fussball-Nationalmannschaft_erstes_Laenderspiel_1908

Em 1912 a lista da camisa passou a ser horizontal e o calção mudou para branco. Pouco tempo depois o calção voltou a ser preto e a camisa passou a não ter listras nem grandes detalhes.

A camisa alemã é uma daquelas que não apresenta as cores da própria bandeira Football_at_the_1912_Summer_Olympics_-_German_squad(preto, vermelho e ouro), mas esse é um caso bem simples de se explicar. O branco e o preto, desse uniforme foram escolhidos como uma referência ao antigo Estado da Prússia, cuja bandeira era dessas cores.

Essa camisa branca da alemã permaneceu simples, lisa e sem estampar as outras cores da bandeira nacional (vermelho e ouro) até a Copa de 1990 quando listras nas cores da bandeira foram colocadas no uniforme. Nesse ano o time germânico foi campeão mundial e os detalhes com as cores nacionais foram adotados de vez.

Segundo Uniforme

A Alemanha só passou a utilizar um uniforme reserva depois da II Guerra Mundial e a cor escolhida para essa camisa foi o verde. Essa opção aparentemente inusitada, não é tão simples de se explicar e por isso foram criados alguns mitos é histórias interessantes a esse respeito.

A mais famosa diz que a opção pela camisa verde e o calção branco foi uma homenagem a Irlanda em agradecimento, já que esta teria sido a primeira Seleção a aceitar um amistoso contra os germânicos depois do fim da II Guerra Mundial. Alguns ainda dizem que com o fim da guerra e a falta de recursos os alemães aproveitaram as camisas da própria Irlanda (que foi trocada ao final da partida) a apenas bordaram o seu distintivo no lugar do irlandês.

Infelizmente essas histórias não são verdade isso por que o primeiro adversário pós-guerra foi a Suíça e não a Irlanda. O motivo real é bem menos nobre, a camisa reserva era verde porque essa é a cor do distintivo da Federação Alemã de Futebol e este é verde e branco simplesmente porque essas são as cores de um campo de futebol.

A camisa reserva permaneceu verde até o início dos anos 2000, mas a partir de 2002 a Alemanha passou a variar as cores da camisa com versões cinzas, vermelhas e pretas.

Para ver a evolução do uniforme da Alemanha usado em Copa click na imagem abaixo.

Alemanha

PS: Agora tem apenas o uniforme da Copa de 1934, mas conforme eu for colocando os uniformes usados pela Alemanha eu vou atualizando a pagina da evolução do uniforme

Alemanha 1938

Mais uma vez a Seleção Alemã fez o esporte e a politica se misturarem, e dessa vez não foi apenas pelos símbolos nazistas estampados nas camisas e na bandeira nacional. Pouco antes do mundial de 1938 a Alemanha anexou a Áustria e comunicou à FIFA que a partir de então seus jogadores estariam à disposição da Seleção Alemã.

Por essa razão um dos melhores times do mundo na época o Wunderteam (apelido da Seleção Austríaca da década de 30), mesmo com vaga garantida e jogo marcado contra a Suécia, não participou dessa Copa (os suecos se classificaram automaticamente pra a fase seguinte).

Tudo estava arrumado para uma nova demonstração da “superioridade” da nação germânica, contudo, dessa vez a campanha foi desastrosa e a equipe de Hitler foi eliminada pelos suíços já na primeira rodada. O primeiro jogo terminou em 1 a 1 e na partida desempate os alemães chegaram a abrir 2 a 0 no placar, mas levaram a virada e foram derrotados por 2 a 4.

O uniforme usado nas duas partidas era praticamente igual ao de 34, porem com as golas vermelhas e novamente trazia símbolos nazistas estampados no peito.

PRIMEIRO UNIFORME

Alemanha-1 38

Nessa Copa o goleiro Raftl da Seleção Alemã disputou as duas partidas com um uniforme todo negro.

PRIMEIRO UNIFORME DE GOLEIRO

Alemanha-G 38

Alemanha 1934

A Alemanha passava por turbulências políticas que se estenderam até o futebol. E assim como Mussolini na Itália, O chanceler Adolf Hitler influenciou drasticamente tanto a delegação quanto a equipe que foram ao mundial. As mudanças funcionaram e o time rendeu bem em campo, perdendo apenas na semifinal para os tchecos. As outras três partidas foram vencidas pelos alemães, incluindo a decisão de terceiro e quarto, contra o badalado Wunderteam ( como a Seleção Austríaca era conhecida).

A Copa da 34 foi usadas como propaganda politica do regime alemão, prova disso é a águia nazista estampada na camisa. Mais uma vez o futebol mostra que é um espelho da sociedade, incluindo uma das paginas mais negras da historia da humanidade.

Bandeira PrussiaA Seleção da Alemanha, é mais uma daquelas que usam uniformes com cores diferentes das da bandeira nacional. No caso da Alemanha isso é fácil de explicar: o uniforme branco e preto e uma homenagem a Prússia (cuja bandeira está ao lado), país que deu origem a nação germânica.

PRIMEIRO UNIFORME

Alemanha-1 34

Esse uniforme foi usado nas 4 partidas da Alemanha no Mundial, vitórias sobre Bélgica, Suécia e Áustria e derrota para a Tchecoslováquia.

O goleiro Willibald Kress disputou 3 partidas nesse mundial, mas por causa da péssima atuação na partida contra os tchecos, ele foi substituído na última partida por Hans Jakob. Anbos usaram o mesmo uniforme durante a Copa.

UNIFORME DE GOLEIRO

Alemanha-G 34

O interessante desse uniforme é que os goleiro usaram por baixo do uniforme, uma camisa branca igual a dos jogadores da linha, algo único na historia das Copas.