Finalmente o Uruguai voltava a um Copa para defender o título ganho em 1930. Mas em 50 a celeste olímpica (apelido dado em referência ao bicampeonato olímpico, 1924 e 1928) não tinha mais o mesmo status de outrora.
Ainda assim, desde o início tudo parecia estar a favor dos uruguaios. Graças ao sorteio eles caíram no grupo 4, junto com Escócia, Turquia e a fraca seleção da Bolívia. Os dois primeiros desistiram de disputar o mundial e suas vagas foram oferecidas para França e Portugal que também recusaram.
Restando apenas duas seleções no grupo, um único jogo decidiria a equipe que passaria para a próxima fase. Os bolivianos não tiveram a menor chance, o Uruguai venceu aplicando uma das maiores goleadas da história das Copas, 8 a 0.
No quadrangular final, os uruguaios iniciaram apenas com um empate contra os espanhóis (2 a 2). Em seguida foi a vez de enfrentar a Suécia e venceu por 3 a 2. A última partida era contra o Brasil que vinda de duas goleadas contra esses mesmo adversários.
Só a vitória interessava aos uruguaios, uma vez que o empate daria o título aos brasileiros. E o jogo parecia perdido quando o Brasil abriu o placar, mas a celeste olímpica conseguiu buscar forças para reagir e virar a partida. Com a vitória por 2 a 1 o Uruguai se sagrou bicampeão Mundial em um dos resultados mais inesperados da História das Copas do Mundo. Esse jogo é lembrado com um dos maiores momentos do futebol uruguaio e recebeu o apelido de Maracanazo.
O uniforme do Uruguai era composto pela tradicional camisa azul celeste com meias e calções negros. A grande novidade desse mundial em relação aos uniformes era a introdução da numeração nas camisas, (que na verdade já eram bem comuns na época). E os uruguaios não fizeram por menos, colocando números vermelhos em suas camisa, combinação um pouco estranha, mas que evidentemente trouxe muita sorte.
PRIMEIRO UNIFORME
Esse uniforme foi usado nas 4 partidas do Uruguai no mundial. Já o goleiro Máspoli usou um uniforme todo negro durante o mundial.
UNIFORME DE GOLEIRO





de 1914, ano de fundação da Federação Brasileira de Sports. Nesse jogo o Brasil usou um uniforme todo branco com detalhes azuis nas mangas. Dois anos mais tarde a FBS deu lugar a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) mas o uniforme permaneceu branco, salvo raras exceções, como no Sul-americano de 1916 quando o Brasil usou camisas listradas em verde e amarelo.
Além disso, nas primeiras décadas do século XX não era comum as Seleções terem uniformes reservas isso fez com que a Seleção Brasileira fosse obrigada a improvisar camisas em algumas ocasiões. Por isso o Brasil já entrou em campo usando as camisas de times como o Peñarol e o Boca Junior, além de vestir camisas vermelhas em duas partidas.


as camisas e a solução foi procurar no comercio de Estocolmo. Depois disso coube ao massagista Mario Américo arrancar os escudos e os números bordados nas camisas amarelas e costurá-los nas azuis.





usou camisas brancas e calções pretos. E nesse intervalo é interessante notar que em duas oportunidades, no mundial de 1930 e no sul-americano de 1945, foram bordadas letras na camisa de cada um dos jogadores formando respectivamente as frases “VIVA URUGUAY” e “VIVA CHILE” para homenagear os anfitriões.
Só houve uma exceção em que os bolivianos não usaram as camisas brancas durante essa época. Isso ocorreu em 1945, quando o uniforme usado estampava as cores da Seleção de Cochabamba, e a camisa tinha listras pretas e brancas. Essa também foi a primeira vez que a camisa trazia um escudo, e este tinha um modelo simples com as cores da bandeira nacional.
Em 1957 ficou decidido que a camisa da Seleção Boliviana deveria estampar uma das cores da bandeira boliviana, contudo o vermelho já era usado por países como Chile e Paraguai e o amarelo por Brasil, Colômbia e Equador. Foi escolhido então a cor verde, e dessa forma a equipe boliviana passou a ser a única a usar camisas dessa cor. Completando esse uniforme os calções passaram a ser brancos e as meias também eram verdes. Depois disso o uniforme principal da Bolívia não sofreu grandes alterações e ainda mantes as mesmas cores básicas.
reserva também não sofreu grandes alterações e até pouco tempo essa era a única combinação usada.





Em todos os outros momentos os belgas
tiveram a camisa vermelha como a versão principal, porém ocorreram alterações nas outras partes do uniforme. Inicialmente o calção e as meias eram negros, mas, em 1958, as meias se tornaram vermelhas e, alguns anos mais tarde, amarelas. Então, a partir da década de 80, o uniforme passou a ser inteiro vermelho e permaneceu assim até o presente, com exceção dos anos entre 2006 e 2010 quando ele voltou a ter calções pretos.
40 e, até o final do século, ele foi composto por camisa branca e calção e meias que variavam entre o preto e o branco, de acordo com a época.
Em 1999 a Nike produziu um uniforme inteiro negro para a Seleção Belga e essa foi a primeira vez que os belgas jogaram com camisas pretas. Sete anos mais tarde a própria Nike voltou a usar branco na camisa reserva.


