Estava tudo preparado, nem mesmo a, já tradicional, guerra entre as imprensas paulista e cariocas pareciam diminuir a certeza do título.
A festa começou no dia 24 de junho de 1950, abertura da como e inauguração do, até então, mais estádio do mundo. Nem o fato do estado não estar totalmente acabado poderia estragar a festa. O Brasil não deu espetáculo, mas o adversário colaborou e o Brasil goleou o México por 4 a 0.
A segunda partida aconteceu em terras paulistas e o Brasil, que chegou a estar vencendo a partida, amargou apenas um empate em 2 a 2 contra a forte retranca suíça. Então na terceira partida só a vitória interessa, pois, o empate classificaria a Iugoslávia para a fase final. E parece que a “sorte” estava ao nosso lado já que o meia Mitic cortou a testa em uma barra de ferro (exposta pela obra não finalizada) quando saia dos vestiários. Dessa forma a Iugoslávia iniciou a partida com um jogador a mesmos, 10 minutos depois quando o jogador finalmente entrou um em campo o Brasil já havia aberto o placar. Depois disso o Brasil ainda ampliou e venceu por 2 a 0.
Dessa forma a Seleção Brasileira chegou a fase final e o gostinho do título estava cada vez mais perto, principalmente porque a Inglaterra, outra grande favorita ao título, já havia ficado pelo cainho.
Então no grupo final o Brasil estreou atropelando a amadora Seleção da Suécia por 7 a 1 e em seguida a experiente Espanha por 6 a 1.
Chegou então o grande jogo. Nem todos sabem, mas por causa do formato dessa Copa que previa a existência de um quadrangular final, não haveria uma final propriamente dita. Porém graças ao desenrolas dos jogos essa última partida ganhou todos os elementos de uma final. Com um elemento inusitado, o Brasil poderia empatar e ainda assim sagra-se Campeão Mundial.
Tudo parecia perfeito, o estádio estava abarrotado, o time vinha de duas goleadas e bastava um empate contra um adversário que mal conseguira chegar até ali com chances de título. O jogo começou e depois de um primeiro tempo nervoso o placar ainda estava em branco. Então logo no início do segundo tempo a festa ficou completa, Friaça abriu o placar o Brasil. A história poderia muito bem ter terminado por aí, contudo 20 minutos depois o atacante Schiaffino empata o jogo e então aos 34 minutos Ghiggia fez o inacreditável virando a partida para os uruguaios. O Brasil não teve forças para buscar o empate e a torcida brasileira amargou a maior frustração já sofrida por uma equipe de futebol. Quem estava presente no estádio diz que o silencio era sepulcral e só era interrompido pela alegria dos jogadores uruguaios. Esta partida emblemática ganhou o apelido de Maracanazo e até hoje causa sensações muito distintas em brasileiros e uruguaios.
O uniforme usado pelo Brasil era muito similar aos das Copas anteriores, mas desta vez não só a camisa e sim todas as peças eram brancas. O brasil jogou dessa forma, todo de branco quase todas as partidas.
PRIMEIRO UNIFORME

Contudo na partida contra a Suíça o Brasil jogou com calções azuis.
UNIFORME ALTERNATIVO

O goleiro Barbosa disputou as seis partidas do mundial com esse uniforme, incluindo a “final” (última partida do quadrangular final) onde “falhou” no segundo gol do Uruguai e foi “eternamente condenado” por ter perdido a Copa.
UNIFORME DE GOLEIRO
