Pela primeira vez na história a Bulgária conseguiu se classificar para uma Copa e apesar de ser uma equipe desconhecida, passou pela França nas eliminatórias.
Contudo a estreante em Copas caiu em um grupo complicado, com a Argentina vizinha da sede, a Inglaterra inventora do futebol e a Hungria o terro da década anterior.
A estreia foi contra a Argentina, que abriu o placar logo aos 4 minutos de jogo. Depois disso, no entanto, os búlgaros conseguiram endurecer o jogo na base da virilidade e nada mais aconteceu na partida. Sem conseguir criar muito no campo ofensivo os búlgaros perderam por 1 a 0.
O jogo seguinte foi contra a Hungria e a Bulgária parece que entrou novamente dispensa em campo. O primeiro gol húngaro foi aos 45 segundo de jogo e ao final da primeira etapa a Bulgária já havia tomado 4 gols. No segundo tempo os búlgaros conseguiram marcar seu primeiro gol em Copas, mas tomaram mais dois e a partida terminou com indiscutíveis 6 a 1.
A derrota tirou qualquer chance de os búlgaros passarem para a próxima fase, sendo assim a última partida contra a Inglaterra seria apenas para cumprir tabela. Mesmo sem ter nada a perder o medo de uma nova goleada era tanta que a Bulgária se fechou na defesa. Por outro lado, para a Inglaterra bastava o empate para seguir na competição, o resultado foi um jogo e que ninguém tinha interesse em atacar e o placar final de 0 a 0 foi a consequência óbvia.
Com esse empate na última partida a Bulgária fugiu da última colocação, terminando o seu primeiro mundial em 15º lugar.
Nessa época o uniforme da Seleção Búlgara era bem simples e sem grandes detalhes, a combinação principal era toda branca com o brasão de armas no centro da camiseta e a numeração em vermelho. Essa camisa foi usada contra a Hungria e contra a Inglaterra.
PRIMEIRO UNIFORME
No entanto, na estreia contra a Argentina os búlgaros jogaram com a camisa reserva, que era vermelha com a numeração em verde.
SEGUNDO UNIFORME
O goleiro Georgi Naidenov disputou essa Copa com um uniforme todo negro e com a gola branca. Nas partidas contra a Argentina e contra a Hungria ele jogou com meias brancas.
UNIFORME DE GOLEIRO
Mas na partida contra a Inglaterra as meias também foram pretas.
Depois da ausência em 58, os suíços estavam de volta à Copa do Mundo em 1962. Nas eliminatórias a vaga foi decidida em um jogo desempate contra a Suécia em Berlim e os suíços venceram por 2 a 1.
A equipe “cruz vermelha” ficou mundialmente conhecida pelo futebol duro, competitivo e excessivamente defensivo. E jogando dessa forma obteve desempenho razoável nas Copas anteriores. Contudo em 62 os suíços caíram em um grupo muito complicado com o anfitrião Chile e as campeãs mundiais Alemanha e Itália.
A estreia foi na partida inaugural da Copa e contra os donos da casa. Surpreendentemente os suíços abriram o placar logo no início do jogo e depois disso fizeram o que tinham de melhor, se trancaram na defesa. A estratégia funcionou até o final do primeiro tempo, quando a Seleção Chilena conseguiu empatar. Na segunda etapa, com o apoio da torcida, os chilenos marcaram mais duas vezes e venceram por 3 a 1.
O segundo adversário foi a poderosa e vizinha Alemanha. Como o esperado o jogo foi extremante duro e viril, ainda no primeiro tempo o meia alemão Szymaniak deu uma entrada muito violenta em Eschmann que não conseguiu continuar na partida. Com um jogador a menos a Suíça não aguentou ritmo do jogo e tomou dois gols, um no final do primeiro tempo e outro no início do segundo. Já na parte final da partida os suíços conseguiram marcar, mas isso não impediu a derrota por 2 a 1.
Com duas derrotas a Seleção Suíça chegou a última partida sem chances de classificação, assim como a Itália. Esse clima de amistoso e um gol sofrido nos primeiros minutos do jogo acabaram com a proposta suíça. No segundo tempo dois gols italianos em sequência deram números finais ao placar. Com a derrota por 3 a 0 a Suíça não ficou apenas na última posição do grupo, mas na última posição entre as 16 Seleções participantes dessa Copa.
Apesar de disputar apenas 3 partidas nesse Mundial os suíços não repetiram o uniforme nenhuma vez. Na estreia, eles usaram o considerado “uniforme titular”, camisa vermelha com a cruz branca no peito, calção branco e meias pretas com detalhes em vermelho e branco.
PRIMEIRO UNIFORME
Na segunda partida o adversário foi a Alemanha que também usava meias pretas e por isso, nesse jogo os suíços entraram em campo com as meias brancas.
UNIFORME ALTERNATIVO
Na última partida o problema era a Itália, que usava calções brancos e dessa vez a Suíça entrou toda de vermelho, mantendo as meias brancas.
UNIFORME ALTERNATIVO
Ainda assim, o goleiro Karl Elsener, que disputou todas as partidas desse Mundial, usou o mesmo uniforme nas três ocasiões. A camisa verde, tradicional para a Suíça na época, com o logo vermelho e a cruz branca no peito e o calção e as meias brancas.
Depois do trauma de 50 e a campanha apenas razoável de 54 o Brasil chegava à Suécia com muito a provar. Ainda nas eliminatórias o Brasil sofreu para passar pelo Peru e quando chegou à Copa teria que enfrentar um grupo muito complicado com a Áustria e as poderosas Inglaterra e União Soviética.
A estreia foi contra a Seleção Austríaca e a partida foi relativamente tranquila, apensar de segurar o empate por quase todo o primeiro tempo, a Áustria não conseguiu fazer frente para os brasileiros que venceram por 3 a 0.
No segundo jogo, contra a Inglaterra, as coisas começaram a complicar. Os dois goleiros tiveram ótima atuação e conseguiram superar os ataques, construindo assim o primeiro 0 a 0 da História das Copas.
Com a baixa produção do ataque brasileiro o técnico brasileiro Vicente Feola buscava alternativa para a próxima partida até que em uma conversa informal com os jornalistas Arnaldo Nogueira e Luiz Carlos Barreto e o lateral Nilton Santos surgiu a ideia de colocar no time um certo ponta direita de pernas tortas e um jovem garoto de apenas 17 anos. Garrincha e Pele entraram no time para não sair mais e ajudaram o Brasil a vencer a União Soviética por 2 a 0.
O Brasil se classificou em primeiro lugar e nas quartas enfrentou a Seleção do País de Gales. O time britânico tinha vários desfalques no ataque o que o forçou a se postar na defesa. Mesmo com a intensa artilharia do ataque brasileira o jogo permaneceu amarado e sem gols até o meio do segundo tempo quando o jovem Pele pegou uma bola dentro da área e de virada colocou no canto do goleiro galês. Com esse gol Pele colocou o Brasil nas semifinais e ainda se tornou o jogador mais novo a marcar em Copas (marca que permaneceu até o Mundial de 82).
O adversário da semifinal era o oposto do anterior, a França possuía o melhor ataque e o artilheiro da competição (Just Fontaine). Por outro lado, o Brasil ainda não havia sofrido nenhum gol até então. O jogo que prometia ser muito disputado viu o seu primeiro gol logo aos 2 minutos de jogo quando o atacante Vavá abriu o placar para o Brasil. Logo na sequência a França empatou, mas daí em diante o Brasil tomou conta da partida fazendo quatro gols na sequência. A França ainda diminuiu, contudo, a vitória por 5 a 2 e a vaga para a final já estavam garantidas.
A grande final foi contra a dona da casa e a primeira disputa foi sobre o direito de usar o uniforme principal, já que as duas equipes usavam uniformes praticamente idênticos. Em um sorteio ficou definido que o Brasil teria que usar um uniforme alternativo, o que preocupou o técnico Feola, pois isso poderia afetar o moral da equipe. Para solucionar o problema a comissão técnica conseguiu improvisar camisas azuis, bordando os escudos e os números em cima da hora, e Feola disse aos jogadores que eles seriam campeões, pois entrariam em campo vestindo o manto de Nossa Senhora Aparecia. A estratégia funcionou e mesmo com um gol sueco logo no início da partida o Brasil conseguiu a virada repetindo o 5 a 2 da semifinal.
Com essa vitória indiscutível o Brasil conquistou o seu primeiro título de Campeão Mundial e entrou definitivamente para a História como uma das maiores Seleções do mundo.
Uma das maiores curiosidade sobre o Brasil nessa Copa fica por conta da numeração dos atletas que estava completamente descaracterizada. Até hoje não se sabe ao certo o motivo da confusão, a versão mais comum é de que a Confederação Brasileira, não mandou a relação dos jogadores a tempo à FIFA e esta tratou de numerar os jogadores por conta própria, outra versão defendida por Zagalo é que a FIFA adotou a numeração presente na bagagem dos jogadores na hora do desembarque. O fato é que quase todos jogaram com a numeração trocada, como Garricha que jogou com a 11 no lugar da 7 e do próprio Zagalo que jogou com a 7 no lugar da 11, mas o mais estranho foi o goleiro Gilmar que teve que improvisar um número 3 na sua camisa. Ainda assim, os “Deuses do Futebol” garantiram que o Rei PELE estreasse em Copas com 10.
Na Copa o Brasil voltou a usar a camisa amarela com detalhes em verde, mantendo o calção azul e as meias brancas. Esse uniforme foi usado nas 5 primeiras partidas.
PRIMEIRO UNIFORME
Contudo, na grande final o Brasil usou camisas azuis pela primeira vez em Copas e com a conquista estabeleceu definitivamente esta como sua camisa reserva. O uniforme ainda era completado por calções e meias brancas.
SEGUNDO UNIFORME
O goleiro Gilmar usou um uniforme escuro em todas as partidas, a camisa era azul, o calção preto e as meias cinzas. Curiosamente ele atuou com a camisa 3 nessa Copa e é possível notar que a numeração foi improvisada com um tecido por cima da camisa original.
A Suécia sediou a Copa de 1958 e por isso não precisou disputar asa eliminatórias. O time era composto por veteranos da Copa de 1950 e até do título Olímpico de 1948.
A estreia foi também a abertura da Copa e aconteceu cinco horas das outras partidas do dia. Foi uma verdadeira festa e até o Rei Gustaf VI Adolf apareceu para discursar e cumprimentar os jogadores. Quando a bola finalmente rolou a festa continuou e os suecos venceram a fraca Seleção Mexicana por 3 a 0.
O primeiro grande teste veio na segunda partida, contra a poderosa Hungria. A partida estava disputada até o fim do primeiro tempo quando a zaga húngara deu um gol de presente para os anfitriões. No segundo tempo a Suécia quase sofreu o empate, mas logo na sequência conseguiu ampliar. Os húngaros ainda tiveram tempo para anotar um gol e a partida terminou 2 a 1.
A última partida da terceira fase foi contra o País de Gales. Os suecos, já classificados com duas vitorias, entraram em campo com um time misto e mesmo com a necessidade da vitória dos galeses o jogo não teve muitas chances de gol e terminou em 0 a 0.
Nas quartas os suecos enfrentaram a União Soviética e o jogo foi muito disputado. No início do segundo tempo a Suécia abriu o placar, aproveitando o cansaço dos soviéticos que vinham de uma parida desempate. Depois do gol a Seleção Soviética partiu para o ataque e os suecos salvaram uma bola em cima da linha no final da partida os donos da casa ainda fizeram mais um garantindo a vitória por 2 a 0.
A Suécia chegou a semifinal, mas a imprensa mundial acreditava que esse seria o seu limite isso porque a Alemanha era a franca favorita. A Alemanha até abriram o placar, mas os suecos com uma boa ajuda da arbitragem conseguiram empatar ainda no primeiro tempo. No segundo, com dois jogadores a menos (um expulso e um machucado) os alemães não foram pareô para os donos da casa que venceram por 3 a 1.
A torcida local mal podia acreditar, a Suécia estava na final e o sonho parecia cada vez mais perto quando logo aos 4 minutos de jogo os suecos abriram o placar. Contudo, do outro lado estava a poderosa Seleção Brasileira que logo na sequência empatou e ainda fez mais três gols depois disso cada equipe ainda fez mais um gol. Com a derrota por 5 a 2 os suecos ficaram com o vice-campeonato, sua melhor colocação na história.
Nessa Copa a Seleção Sueca disputou todas as partidas com seu uniforme tradicional, camisa amarela com a bandeira nacional no peito com calção e meias azuis.
PRIMEIRO UNIFORME
O goleiro Kalle Svensson usou um uniforme todo azul em todas as partidas dessa Copa com exceção da final.
UNIFORME DE GOLEIRO
Na grande Final o Brasil jogou com camisas azuis e por isso Svensson teve que trocar de uniforme e jogou com uma camisa preta.
Depois de passarem com facilidade por Islândia e Bélgica nas eliminatórias, os franceses chegaram à Copa de 58 tentando finalmente obter um bom resultado.
Eles eram um dos favoritos do grupo, mas os adversários, Paraguai, Escócia e Iugoslávia, tinham em comum a característica de um futebol muito duro e viril.
A estreia foi contra os sul-americanos, e a partida foi uma verdadeira chuva de gol. O Paraguai abriu o placar, sofreu a virada e passou a frente novamente, mas no segundo tempo eles perderam um jogador machucado e a França fez cinco gols na sequência vencendo a partida por 7 a 3.
A partida seguinte foi contra a Iugoslávia, que apesar de ter tropeçado na estreia ainda era o grande adversário do grupo. Como previsto o jogo foi duro, a França abriu o placar logo aos 5 minutos, depois disso a Iugoslávia dominou a partida e conseguiu a virada. Os franceses ainda empataram, mas o jogo terminou 3 a 2 para a Iugoslávia.
Na última partida da primeira fase os franceses só precisavam de um empate, mas a Escócia estava com 6 desfalques por lesão e dessa forma não conseguiram fazer frente ao adversário. Os gauleses venceram por 2 a 1 ficando na primeira colocação do grupo devido ao saldo de gols.
Nas oitavas o adversário foi a estreante em Copas, Irlanda do Norte. Na primeira fase eles haviam eliminado a forte seleção Tcheca, mas o preço foi bem alto, a decisão só veio depois de um jogo desempate com prorrogação. Além disso, o goleiro titular estava lesionado, mas teve que jogar no sacrifício já que o reserva estava ainda pior. Dessa forma os irlandeses não foram páreo para o poderoso ataque francês que goleou por 4 a 0.
Então veio a semifinal, a confiança no triunfo era tanta que todas as esposas, noivas e namoradas dos jogadores francesas foram convidadas a ir assistir ao jogo na Suécia. O otimismo se justificava pelo incrível ataque francês que já havia marcado 15 gols em apenas 4 jogos, no entanto do outro lado estava a melhor defesa da Copa até então, a Seleção Brasileira ainda não havia tomado nenhum gol. O jogo mal havia começado e o Brasil já estava na frente com um gol aos 2 minutos do primeiro tempo, logo na sequência, aos 9 os franceses empataram. Depois disso foi um verdadeiro massacre, o Brasil marcou quatro vezes seguidas, no final a França ainda conseguiu diminuir, mas foi eliminada perdendo por 5 a 2.
Na decisão de 3º e 4º novamente os franceses foram favorecidos peles desfalques do rival, apenas metade do time titular da Alemanha conseguiu entrar em campo. Os franceses venceram com tranquilidade por 6 a 3 em mais um show de Fontaine que marcou 4 vezes. Com o resultado a Seleção Francesa terminou na 3ª colocação e ainda registrou o artilheiro da Copa, o até então desconhecido Fontaine marcou incríveis 13 gols em apenas 6 partidas.
Até 1954 a Seleção Francesa disputou todas as partidas em Copas com o mesmo uniforme, a tradicional camisa azul com um galo no peito, calção branco e meias vermelhas e isso não foi diferente nas 6 partidas que disputou nessa Copa.
PRIMEIRO UNIFORME
Os goleiros François Remetter e Claude Abbes usaram uniformes muito parecidos nessa Copa, ambos eram negros com as meias vermelhas, mas o de Remetter tinha uma listra vermelha no peito enquanto o de Abbes tinha uma listra Azul.
A Alemanha chegou à Copa de 1958 com status de Campeã mundial e por isso, não precisou disputar as eliminatórias. Ainda assim, o time titular tinha apenas três remanescentes do milagre de Berna (Final da Copa de 54 em que a Alemanha venceu a Hungria, contra todas as expectativas), entre eles os astros Helmut Rahm e Fritz Walter.
A estreia foi contra a Argentina, mas o jovem time alemão ainda estava se aquecendo na partida quando os sul-americanos marcaram o primeiro gol, com apenas 3 minutos de jogo. Depois disso o time recuperou o folego e partiu para o ataque, quando o primeiro tempo acabou os germânicos já venciam por dois a um. No segundo tempo eles ainda tiveram tempo para marcar novamente, vencendo a partida por 3 a 1.
Na segunda partida os alemães entraram em campo muito mais ligado e antes dos 20 minutos tempo já tinham acertado uma bola na trava, o goleiro Doljsi já havia feito uma grande defesa e um zagueiro tcheco tinha salvado uma bola em cima da linha. Contudo, depois disso o contra-ataque da Tchecoslováquia deu resultado e eles conseguiram marcar duas vezes no primeiro tempo. Na segunda etapa a Alemanha pressionou ainda mais e conseguiu buscar o empate em 2 a 2.
O último adversário da primeira fase foi a Irlanda do Norte e novamente os alemães saíram atras do placar, mas dessa vez eles conseguiram empatar logo na sequência. Na segunda etapa o filme se repetiu, os irlandeses marcaram mais uma vez e os germânicos empataram em 2 a 2. Isso foi o suficiente para eles passarem para a próxima fase em primeiro lugar do grupo.
Nas quartas, assim como em 54, o adversário foi a Iugoslávia. E o jogo parecia ser uma continuação da mesma partida quatro anos depois. A Iugoslávia com um futebol mais técnico e criativo e a Alemanha com seu futebol mecânico e pragmático, novamente quem decidiu o jogo foi Helmut Rahm. A única diferença é que dessa vez a Alemanha venceu por apenas 1 a 0.
Os alemães chegaram como favoritos na semifinal, mas o adversário seria a Suécia, a dona da casa. O jogo foi intensamente disputado, mas claramente os anfitriões contaram com uma ajuda significativa do arbitro húngaro Istvan Szolt. Quando o jogo ainda estava empatado o juiz não marcou um pênalti em Rahn, contudo, pouco depois os germânicos conseguiram abrir o placar. Ainda no primeiro tempo o árbitro ignorou um toque na mão do atacante sueco Nils Liedholm e no mesmo lance eles conseguiram empatar. No início da segunda etapa os jogadores Hamrin da Suecia e Juskowiak da Alemanha, se desentenderam e partiram para a agressão, mas o juiz expulsou apenas o alemão. Aos 30 minutos foi a vez de Fritz Walter ser agredido e ficar praticamente inutilizado para o jogo, com dois a menos a Alemanha não conseguiu resistir a intensidade sueca e tomou dois gols nos últimos 10 minutos da partida, perdendo por 3 a 1. A violência vista nesse jogo mobilizou a FIFA a iniciar a campanha do fair play em Copas.
Na decisão de 3º e 4º os alemães, com um time misto, foram derrotados pela França com uma chuva de gols e um show de Fontaine, 6 a 3 foi o placar.
A Seleção Alemã usou apenas um uniforme nas 6 partidas que disputou nessa Copa, a tradicional combinação de camisa branca com calção preto e as meias que até então também eram pretas.
PRIMEIRO UNIFORME
Os goleiros Fritz Herkenrath e Heinz Kwiatkowski usaram um uniforme todo negro no Mundial, também tradicional da Alemanha até então.
Em 1958 o País de Gales realizou sua primeira e única Copa do Mundo. Apesar da honrosa e surpreendente 5ª colocação, o que mais chama a atenção é a forma como eles chegaram ao Mundial.
Tudo começa nas eliminatórias Asiáticas, que seria disputada entre 8 países em sistema de mata-mata e apenas o vencedor se classificaria para o Mundial. No entanto, todos os países que seriam adversários de Israel foram se recusando a disputas as partidas e dessa forma os israelenses se classificaram para a Copa sem nem entrar em campo. Temendo mais reações e protestos político durante a Copa, a FIFA inventou uma repescagem contra uma seleção europeia.
Os galeses ficaram em segunda no grupo 4 das eliminatórias europeias e apenas o primeiro colocado de cada grupo se classificava. No entanto, todos os segundos colocados das eliminatórias europeias, foram convidadas a participar dessa nova repescagem. Com a recusa da Bélgica, 8 seleções participaram de um sorteio que classificou Gales para essa repescagem em sistema de ida e volta.
Com duas vitórias de 2 a 0 sobre Israel e um caminho bem atípico, os galeses se classificaram para a Copa de 1958.
Gales chegou à Copa com uma Seleção baseada na defesa e com pouco poder ofensivo. Na estreia o adversário foi a Hungria, que não tinha o mesmo poder de outrora, mas ainda assim o empate em 1 a 1 foi visto como um bom resultado. Já na segunda partida um novo empate em 1 a 1 com a Seleção do Mexico foi considerado um desastre. Fechando a primeira fase o adversário foi a Suécia que já estava classificada. Com a incapacidade ofensiva dos galeses e a falta de interesse dos suecos a partida terminou 0 a 0.
Com os três empates, Gales empatou em pontos com a Hungria e eles precisaram disputar mais uma partida. Os húngaros saíram na frente, mas os britânicos conseguiram virar a partida no segundo tempo e conquistaram uma surpreendente classificação para as quartas de final.
Na segunda fase o adversário foi o Brasil. Para essa partida os galeses perderam o atacante John Charles de 1,88m e com ele sua principal jogada, a bola aérea. O Brasil também tinha o desfalque do seu atacante Vavá, mas contava com um jovem de apenas 17 capaz de desequilibrar qualquer partida. O jogo foi um verdadeiro duelo entre a ataque brasileiro e a defesa galesa e apenas aos 28 do segundo tempo, em um lance genial, Pelé conseguiu abrir o placar, marcando o seu primeiro gol com a camisa da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.
Apesar da Bandeira galesa ser predominantemente verde e branca o uniforme carrega a cor do dragão vermelho galês, um dos símbolos nacionais mais antigos do mundo. O uniforme principal composto por camisa vermelha, calção branco e meias vermelhas foi usado em 4 das 5 partidas dessa Copa
PRIMEIRO UNIFORME
A exceção foi exatamente a estreia, contra a Hungria, em que os galeses usaram sua camisa reserva, que tradicionalmente e amarela com detalhes em verde.
SEGUNDO UNIFORME
O goleiro Jack Kelsey usou duas camisas diferentes nesse Mundial, uma verde e outra amarela, mas com a tradição britânica dos goleiros usaram sempre os mesmos calções e as meias dos jogadores de linha ele acabou usando três combinações diferentes nessa Copa.
Em 1958 a União Soviética, do lendário goleiro Lev Yashin ( O “Aranha Negra”), estreava em Copas do Mundo.
Seu primeiro adversário foi de cara a Inglaterra, a “inventora” do futebol. A Seleção Soviética era uma equipe desconhecida e surpreendeu os britânicos com um jogo em que não marcava posição. Quando eles começaram a entender a dinâmica do jogo já estavam perdendo por dois gols. Ainda assim, os ingleses buscaram o empate em 2 a 2 no segundo tempo.
Na segunda partida a adversaria foi a Áustria e então o “Aranha Negra” brilhou mais do que nunca pegando até pênalti e segurando o ataque austríaco. Os soviéticos por sua vez marcaram duas vezes conquistara a vitória por 2 a 0.
Na terceira partida da primeira fase os Soviéticos enfrentaram a Seleção Brasileira e assistiram de perto o surgimento de uma dupla que mudaria para sempre a história do futebol brasileiro. Nem mesmo o excepcional Yashin foi capaz de segurar Pele e Garrincha que estreavam em Copas pelo Brasil. O jogo terminou 2 a 0 para o Brasil com dois gols de Vavá.
Com a derrota a União Soviética precisou disputar uma partida desempate contra a Inglaterra. Os Soviéticos dominaram o primeiro tempo, mas o placar permaneceu inalterado. Contudo, na segunda etapa quando a Inglaterra estavam melhor na partida os soviéticos conseguiram marcar e depois disso se fecharam e contaram com Yashin para manter o placar em 1 a 0.
Nas oitavas o adversário foi a dona da casa. A Suécia, além de contar com o apoio da torcida ainda era favorecida pelo fado dos soviéticos terem disputado uma partida desempate muito desgastante contra a Inglaterra. Sem forças para enfrentar o ataque sueco os soviéticos foram vencidos por 2 a 0, finalizando sua estreia em mundiais na 6ª colocação.
O vermelho, cor símbolo dos soviéticos, era predominante também em seus uniformes e estava presente tanto nas camisas quanto nas meias, já o calção era tradicionalmente branco. Além disso, a camisa trazia no peito a sigla CCCP de Союз Советских Социалистических Республик (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) em branco. Esse mesmo uniforme foi usado em todas as 5 partidas disputadas nesse Mundial.
PRIMEIRO UNIFORME
O Lendário goleiro Lev Yashin disputou as 5 partidas dos soviéticos nessa Copa. Reconhecido como um dos melhores goleiros na história, ele era tão bom que parecia ter 8 braços e sempre usava um uniforme inteiramente preto, daí o apelido “Aranha Negra”.
A Irlanda do Norte conseguiu se classificar para o seu primeiro Mundial eliminando a Itália e apostando em uma defesa forte.
No entanto, essa conquista quase foi por água abaixo. Para os anglicanos, religião predominante no país, o domingo é considerado o dia do descanso e por isso nenhuma atividade deve ser realizada, nem as atividades esportivas. O time só foi liberado para disputar a Copa depois que o próprio clero anunciou sua bênção.
Devidamente abençoado os irlandeses entraram em campo contra a Tchecoslováquia e na visão de muitos conseguiu um verdadeiro milagre, vencer a forte seleção Tcheca por 1 a 0.
O segundo adversário foi a Argentina, que infernizou a forte defesa irlandesa e conseguiu marcar três vezes. Os europeus até saíram na frente, mas perderam de virada por 3 a 1.
Para fechar a primeira fase os britânicos enfrentaram a poderosa seleção da Alemanha. Os germânicos jogavam pelo empata, mas tomaram a iniciativa do jogo durante toda a partida. Ainda assim, foram os irlandeses que passaram à frente do placar em dois contra-ataques. No final a Alemanha mostrou sua força e buscou o empate por 2 a 2.
Com esse resultado Irlanda do Norte e Tchecoslováquia terminaram a primeira fase empatados e tiveram que disputar uma partida desempate. Os especialistas diziam que o mesmo raio não cairia duas vezes no mesmo lugar e que os irlandeses não teriam chances dessa vez. Tudo seguia o roteiro quando o goleiro reserva falhou e os tchecos saíram na frente, mas a Irlanda do Norte conseguiu buscar e segurar o empate até o final da partida. Já na prorrogação eles conseguiram marcar mais uma vez vencendo por 2 a 1 e contrariando a todas as expectativas.
Nas oitavas o adversário foi a França, dona de um poderoso ataque. Os irlandeses estavam exaustos, vindos de uma partida desempate com prorrogação dois dias antes. Além disso, o goleiro titular estava machucado e teve que jogas no sacrifício, pois o reserva estava ainda pior. Com tudo isso os franceses não tiveram problemas em passar por cima dos irlandeses vencendo por 4 a 0. Dessa forma a Seleção da Irlanda do Norte foi eliminada de seu primeiro Mundial ocupando a honrosa 7ª colocação.
A ilha da Irlanda é conhecida como ilha esmeralda isso por que, com seu clima único, a natureza está sempre muito verde. Por esse motivo também o verde se torno a cor símbolo do país e tanto a Irlanda do Norte quanto a sua vizinha do Sul usam camisas verdes em seus uniformes. Completa o kit o calção branco e a meias também verdes.
PRIMEIRO UNIFORME
Os goleiros Harry Gregg e Norman Uprichard usaram camisas amarelas nesse mundial.
A Iugoslávia chegou à Copa de 58 com uma equipe envelhecida, mas que ainda mantinha o vigor do Mundial anterior. Vigor inclusive que chegava à brutalidade em alguns momentos.
Para a estreia contra a Escócia os iugoslavos esconderam dois titulares durante os treinos. A arma secreta funcionou e os eslavos conseguiram abrir o placar, mas na segunda etapa os escoceses empataram e a partida terminou 1 a 1.
O segundo jogo foi contra a forte Seleção Francesa, que apesar de mostrar um futebol mais agradável, enfrentou muitas dificuldades contra o jogo bruto da Iugoslávia. A França abriu o placar logo no início da partida, mas os iugoslavos conseguiram a virada no finzinho do jogo, vencendo por 3 a 1.
Com uma vitória e um empate os iugoslavos precisavam apenas de um empate contra o Paraguai na última partida para se classificarem para a próxima fase. Os sul-americanos que precisavam vencer tentaram usar sua principal arma na partida, a violência, mas os europeus tinham as mesmas armas e elas praticamente se anularam. Ainda assim, a partida teve muitos gols e mesmo com a Iugoslávia passando a frente três vezes os paraguaios conseguiram igualar o marcador. Com o empate e 3 a 3 a Iugoslávia passou à próxima fase.
Assim como em 54, a Iugoslávia chegou as 4ª de final e por uma dessas coincidências da vida e do futebol o adversário novamente foi a Alemanha e para a tristeza dos iugoslavos as coincidências não pararam por aí. Novamente os alemães abriram o placaram no início do jogo e passaram o resto do jogo usando a cabeça para impedir as jogadas areias propostas pela Iugoslávia. A única diferença foi que dessa vez, apesar de acertar a trave dos iugoslavos algumas vezes, o placar ficou em apenas 1 a 0 para a Alemanha. Com a derrota a Iugoslávia terminou o Capo de 1958 na 8ª Colocação.
Nessa Copa a Seleção Iugoslava usou sem uniforme tradicional, camisa azul com o logo da chama vermelha no peito, calção branco e meias vermelhas.
PRIMEIRO UNIFORME
Esse uniforme foi usado nas partidas contra Escócia, Paraguai e Alemanha.
SEGUNDO UNIFORME
O uniforme principal foi usado em quase todas as partidas com exceção de uma em que a camisa azul foi substituída pela camisa branca. Com esse uniforme alternativo a Iugoslávia conquistou sua única vitória nesse Mundial, na partida contra a França.
UNIFORME DE GOLEIRO
Os goleiros Vladimir Beara e Srboljub Krivokuća usaram uniformes negros nessa Copa, como era tradicional para os goleiros iugoslavos.