Hungria 1962

O futebol húngaro já não vivia o esplendor da geração mágica de 1954, mas ainda mantinha tradição e qualidade. Depois da invasão soviética e da fuga de diversos craques em 1956, a Hungria passou por uma reconstrução. Mesmo assim, chegou ao Chile com uma equipe competitiva e talentosa, mesclando veteranos experientes e jovens promessas. Sob o comando de Lajos Baróti, os magiares acreditavam que podiam voltar a brilhar no cenário mundial.

Na primeira fase, a Hungria caiu em um grupo complicado, ao lado de Inglaterra, Argentina e Bulgária. A estreia foi justamente contra os ingleses, em Rancagua, e o time europeu mostrou que ainda tinha força. Jogando com intensidade e muita disciplina tática, a Hungria venceu por 2 a 1, surpreendendo a todos e começando a Copa de forma empolgante.

No segundo jogo, a atuação foi simplesmente avassaladora. Frente à Bulgária, os húngaros atropelaram o adversário e aplicaram um contundente 6 a 1 — uma partida que reafirmou o potencial goleador da equipe e que serviu para consolidar a liderança do grupo. Foi o momento de maior brilho húngaro no torneio, com movimentações coletivas que desmontavam defesas adversárias.

Com a vaga já garantida, Baróti poupou parte dos titulares na última partida da fase de grupos, contra a Argentina. O jogo foi morno, e o empate em 0 a 0 serviu para manter a Hungria invicta e na liderança do grupo — um desempenho digno de respeito.

Nas quartas de final, o adversário seria a Tchecoslováquia, um velho conhecido do futebol do Leste Europeu. Foi um duelo tenso e equilibrado, em que o goleiro tcheco Schrojf brilhou, segurando o ataque húngaro. O jogo terminou 1 a 0 para os tchecos, com gol de Scherer, e a eliminação foi recebida com frustração, já que a Hungria vinha jogando um futebol convincente.

Ainda assim, o desempenho no Chile mostrou que o país continuava entre as potências do futebol europeu, mesmo sem os grandes nomes do passado. A Hungria encerrou sua campanha com duas vitórias, um empate e uma derrota, terminando na 6ª colocação geral.

A Hungria manteve seu tradicional uniforme grená com calções brancos e meias verdes — uma combinação que remetia diretamente às cores da bandeira nacional e que já era um símbolo do país desde os tempos de Puskás e Hidegkuti.

PRIMEIRO UNIFORME

O uniforme titular foi usado em todas as partidas.

UNIFORME DE GOLEIRO

O goleiro Gyula Grosics, famoso por seu estilo arrojado e por atuar quase como um “líbero”, usava um visual todo preto, seguindo a tradição dos arqueiros húngaros.

União Soviética 1962

Campeã da primeira Eurocopa em 1960, a União Soviética chegava ao Chile como uma das favoritas. O time comandado por Gavriil Kachalin tinha nomes importantes como Valentin Ivanov, Igor Netto e, principalmente, Lev Yashin, considerado por muitos o melhor goleiro da história. Com um futebol físico, disciplinado e de boa técnica, os soviéticos buscavam mostrar força também em Copas do Mundo.

Na fase de grupos, a URSS caiu na chave 1, ao lado de Iugoslávia, Colômbia e Uruguai. A estreia foi contra os iugoslavos, em um confronto carregado de rivalidade política e que reeditava a final da Eurocopa. Os soviéticos começaram bem, aproveitaram os erros do adversário e venceram por 2 a 0, mostrando organização e solidez defensiva.

Na segunda rodada veio a Colômbia, em uma partida que parecia tranquila. A União Soviética abriu 3 a 0 ainda no primeiro tempo e parecia caminhar para uma goleada. No entanto, os colombianos reagiram de forma histórica e buscaram um empate em 4 a 4, resultado que entrou para a história das Copas e revelou certa vulnerabilidade da equipe soviética.

No terceiro jogo, os soviéticos precisavam de pelo menos um empate contra o Uruguai para garantir a vaga. A partida foi dura, com muita marcação, mas a URSS mostrou maturidade e venceu por 2 a 1, garantindo a classificação às quartas de final com autoridade.

Nas quartas, o desafio foi contra o Chile, que contava com o apoio massivo da torcida em Santiago. Os soviéticos até tiveram boas chances, mas encontraram dificuldades para furar a defesa chilena e ainda sofreram com a pressão do ambiente hostil. O Chile foi mais eficiente e venceu por 2 a 1, eliminando a União Soviética. Foi um resultado decepcionante, já que muitos esperavam que a equipe fosse disputar a final contra o Brasil.

A União Soviética terminou a Copa na 6ª colocação geral. Apesar da queda nas quartas, ficou marcada pela disciplina tática e pela presença de Yashin, que, naquele mesmo ano, receberia a Bola de Ouro da France Football — até hoje, o único goleiro a conquistar o prêmio.

Em 1962, a União Soviética usou sua tradicional camisa vermelha com a inscrição “CCCP” em branco no peito, calções brancos e meias vermelhas.

PRIMEIRO UNIFORME

O uniforme titular foi utilizado em três os jogos durante a Copa, contra Iugoslávia, Uruguai e Chile.

SEGUNDO UNIFORME

No entanto, na partida contra a Colômbia o calção branco foi trocado por um azul escuro.

UNIFORME DE GOLEIRO

Já Lev Yashin se destacava também pelo visual. O apelido de “Aranha Negra” vinha não apenas de sua impressionante agilidade, que fazia parecer que tinha vários braços, mas também do uniforme característico: camisa, calção e meias pretas, além do inseparável boné — sua marca registrada e um verdadeiro símbolo de uma era.

Alemanha Oc 1962

Depois do vice-campeonato europeu em 1959 e com a base do time campeão mundial de 1954 envelhecida, a Alemanha Ocidental chegou ao Chile em 1962 em um momento de transição. Ainda assim, comandados por Sepp Herberger e com jogadores experientes como Uwe Seeler e Schnellinger, os alemães esperavam ir longe no torneio. Na fase de grupos, caíram em uma chave bastante equilibrada, ao lado da Itália, do Chile (os anfitriões) e da Suíça.

A estreia foi contra a Itália, em um jogo muito aguardado, já que as duas seleções somavam metade dos títulos mundiais até então. Mas a expectativa não se refletiu em campo: o jogo foi truncado, com poucas chances, e terminou em um empate sem gols. Ainda assim, o resultado não foi ruim para nenhuma das partes.

Na segunda partida, a Alemanha enfrentou a Suíça e mostrou toda sua superioridade. Com um jogo mais leve e criativo, os alemães dominaram e venceram por 2 a 1. Uwe Seeler foi o destaque da partida, mostrando que ainda tinha faro de gol mesmo oito anos após o título na Suíça.

O jogo decisivo da fase de grupos foi contra o Chile, empurrado por sua torcida. A Alemanha soube controlar o clima hostil e venceu por 2 a 0, garantindo a liderança do grupo e avançando às quartas de final. A consistência defensiva e a experiência do elenco davam esperança para uma campanha sólida.

Nas quartas, porém, veio o tropeço. Pela terceira Copa consecutiva o adversário nas quartas era a forte seleção da Iugoslávia, e a partida foi muito equilibrada. Quando o jogo se encaminhava para um empate, os iugoslavos marcaram nos minutos finais, eliminando os alemães por 1 a 0. Foi uma derrota dolorosa, que marcou o fim de uma era. Sepp Herberger, técnico desde 1936, deixaria o cargo após o torneio.

A Alemanha Ocidental terminou o Mundial de 62 na 7ª colocação, abaixo das expectativas. A boa notícia foi o surgimento de novos nomes que seriam importantes na década seguinte.

Em 1962, a Alemanha manteve seu tradicional uniforme: camisa branca com golas pretas e calção preto, variando apenas as meias entre o preto e o branco — um visual clássico, inspirado nas cores da Prússia.

PRIMEIRO UNIFORME

O uniforme titular foi usado em todas as partidas, já que não houve confrontos com seleções de camisa branca. No entanto, as meias brancas só foram utilizadas na estreia contra a Itália.

UNIFORME ALTERNATIVO

Nas partidas restantes, contra Suíça, Chile e Iugoslávia, as meias passaram a ser pretas.

O goleiro Tilkowski, titular durante o torneio, utilizou um uniforme todo negro em todos os jogos, combinando com meias pretas ou brancas — da mesma forma que os jogadores de linha.

UNIFORME DE GOLEIRO

Inglaterra 1962

Depois de campanhas frustrantes nas Copas anteriores, a Inglaterra chegou ao Mundial do Chile em 1962 tentando reencontrar o caminho das grandes atuações e contava com nomes que mais tarde seriam históricos, como o jovem zagueiro Bobby Moore e o meia Bobby Charlton. No comando, o técnico Walter Winterbottom dirigia a seleção inglesa pela quarta vez consecutiva.


Na estreia, um desafio complicado contra a Hungria. Os húngaros já não tinham o brilho da década de 50, mas ainda eram uma equipe muito técnica. A Inglaterra entrou mal em campo, sofreu com a movimentação dos adversários e foi derrotada por 2 a 1. O gol inglês foi marcado por Flowers, mas a atuação apagada deixou a torcida preocupada com mais uma eliminação precoce.


Na segunda rodada, veio o clássico contra a Argentina, que também vinha pressionada por uma estreia ruim. A Inglaterra mudou de postura e fez sua melhor partida no torneio. Jimmy Greaves, sempre perigoso, abriu o placar, e Charlton e Flowers ampliaram. O gol argentino no fim não atrapalhou a festa: vitória por 3 a 1 e moral recuperada na briga pela classificação.


Fechando a fase de grupos, os ingleses enfrentaram a Bulgária. Com tudo ainda indefinido, o empate sem gols acabou sendo suficiente para garantir a classificação às quartas, já que a Hungria havia vencido os búlgaros e a Argentina. Foi um jogo travado, sem brilho, mas o objetivo foi alcançado.


Nas quartas de final, a Inglaterra cruzou o caminho do Brasil, atual campeão mundial. Sem Pelé, machucado, os brasileiros tinham em Garrincha seu grande nome – e ele brilhou. Com dois gols e uma atuação memorável, o craque brasileiro liderou a vitória por 3 a 1. Hitchens ainda descontou para os ingleses, mas não houve reação possível diante da superioridade técnica do adversário.


Eliminada nas quartas, a Inglaterra terminou na 8ª colocação geral. Apesar da queda, a campanha foi vista como um passo adiante, especialmente pelo surgimento de uma base que daria frutos quatro anos depois.


O uniforme principal dos ingleses permanecia o mesmo: camisa branca com detalhes em vermelho, calção azul e meias brancas.

PRIMEIRO UNIFORME

Contudo, esse uniforme foi usado apenas uma vez nessa Copa, na estreia contra a Hungria. Nos jogos contra a Argentina (que usava calções escuros) e contra o Brasil (que também usava calções azuis), os ingleses adaptaram calções brancos.

UNIFORME ALTERNATIVO

Já na partida contra a Bulgária, que também usava camisas brancas, não teve jeito: os ingleses precisaram usar o uniforme reserva, que nessa ocasião era inteiramente vermelho.

SEGUNDO UNIFORME

Curiosamente, nessa época, os goleiros do futebol britânico replicavam o calção e as meias dos jogadores de linha, o que gerou uma série de combinações diferentes nessa Copa. Springett usou uma combinação distinta em cada uma das quatro partidas que disputou. Sua camisa principal era amarela, e ela foi usada em três jogos.

UNIFORME DE GOLEIRO

Usado no jogo contra a Hungria

Usado no jogo contra a Argentina

Usado no jogo contra a Bulgária

Na partida contra o Brasil, ele teve que usar a versão alternativa, que era azul.

Itália 1962

 Tentando apagar o fiasco de 58, quando ficou de fora da Copa eliminada pela Irlanda do Norte, os italianos contavam com os chamados oriundi, jogadores descendentes de famílias italianas que passaram a defender a Azzurra. Entre eles o brasileiro Mazzola, (que passou a ser chamado de Altafini) campeão mundial com o Brasil em 58.

Desta vez, a Itália passou com facilidade por Israel nas eliminatórias, mas acabou em um grupo bastante complicado na Copa. Além dos italianos o grupo era formado pelo anfitrião Chile, pela campeã mundial Alemanha e pela não tão poderosa Suíça.

A estreia já foi contra a poderosa Alemanha, juntas as duas seleções eram detentoras, na época, da metade dos títulos mundiais. Pela configuração do grupo, que tornava a partida decisiva e a tradição das duas Seleções havia muita expectativa, contudo, as equipes fizeram um jogo burocrático e sem grandes chances de gol. O 0 a 0 mantinha a os dois europeus vivos no campeonato.

Desde a estreia era clara a animosidade da torcida chilena contra Seleção Italiana, os anfitriões protestavam contra um artigo de um jornalista italiano que criticava fortemente a organização da Copa. De nada adiantou os italianos jogaram flores para a torcida antes do jogo contra o próprio Chile, o clima de guerra já estava instalado. Quando a bola rolou o clima só piorou, e tanto os chilenos quanto os italianos partiram para a agressão física mais de uma fez. Apesar de jogadores das duas Seleções agredirem os adversários com socos e chutes, o arbitro inglês Ken Aston perdido e acuado expulsou apenas dois jogadores da Itália. Tudo isso ainda no primeiro tempo, que de tão tumultuado que durou 72 minutos. Com apenas nove jogadores em campo sendo que um deles estava com o nariz fraturado, a Itália sucumbiu ao Chile perdendo por 2 a 0, na partida mais violenta da história das Copas.

Com a classificação antecipada de Chile e Alemanha, a partida contra a Suíça perdeu importância e o técnico Paolo Mazza fez várias alterações na equipe. O time rendeu muito melhor e conseguiu uma boa vitória de 3 a 0 que garantiu a 9ª colocação aos italianos.

Nessa Copa Azzurra usou apenas o seu uniforme tradicional, camisa e meião azul com o calção branco.

PRIMEIRO UNIFORME

E o goleiro Buffon usou uma camisa cinza com calção preto e meias azuis (uniforme de goleiro que se manteria por muitos anis na Seleção Italiana).

UNIFORME DE GOLEIRO

Argentina 1962

Depois de uma péssima campanha em 58, a Argentina chega à Copa de 1962 com o sonho de disputar a final contra o Brasil.

Os “Hermanos” se classificaram nas eliminatórias atropelando o Equador e no Mundial caíram no gruo IV junto com duas potencias, Inglaterra e Hungria e com a despretensiosa Bulgária.

A estreia foi com a Seleção Búlgara que disputava sua primeira Copa e por isso era bem desconhecida deste lado do atlântico. A partida não poderia ter começado melhor para os argentinos, que anotaram um gol logo aos 4 minutos. Mas depois disso o jogo físico e de marcação dura dos europeus anulou o ataque dos sul-americanos e mesmo com a vitória por 1 a 0 a equipe foi criticada, já que as expectativas eram muito maiores.

Na segunda partida o adversário foi a Inglaterra, que vinha de derrota na estreia. O técnico argentino Juan Carlos Lorenzo fez quatro alterações para essa partida e o resultado foi uma argentina perdida e desorganizada em campo. O time sul-americano apostou, de forma desastrosa, na linha de impedimento e deixou os adversários na cara do gol várias vezes. Com isso os ingleses marcaram duas vezes na primeira etapa e mais uma na etapa final, nos minutos finais o astro do time, Sanfilippo, ainda conseguiu diminuir. Ainda assim, a derrota por 3 a 1 deixava a Argentina com poucas chances de classificação.

Fechando a primeira fase a Argentina enfrentou a poderosa Hungria que vinha de duas grandes vitórias. O desespero argentino era tampo que desta vez o técnico fez 7 alterações na equipe. No entanto, assim como nos jogos anteriores a equipe se perdeu em campo e foi incapaz de ameaçar o gol húngaro. Os europeus, que já estavam classificados, entraram com um time misto e não mostraram muito interesse na partida. O resultado foi um 0 a 0 sem grandes emoções.

Na outra partida do grupo, Inglaterra e Bulgária também empataram em 0 a 0 e a Seleção Argentina acabou eliminada por conta da média de gols. Mesmo jogando tão perto de casa a Argentina foi eliminada novamente na fase de grupo, ocupando desta vez a 10ª colocação geral.

Como sempre em 62, a Argentina usou sua tradicional camisa listradas em branco e celeste com o calção preto, a novidade veio com as meias cinzas.

PRIMEIRO UNIFORME

Esse uniforme foi usado nas partidas contra a Bulgária e contra a Hungria.

No entanto, contra a Inglaterra, que jogava toda de branco, a Argentina usou pela primeira vez em Copas, um uniforme reserva oficial e não improvisado. A então camisa reserva era azul com golas brancas, mas o calção preto foi mantido, assim como as meias cinzas, pois o alternativo também era branco.

SEGUNDO UNIFORME

Os goleiros Antônio Roma e Rogelio Domínguez, novamente usaram camisas amarelas nesse Mundial, combinados com o calção preto e as meias cinzas.

UNIFORME DE GOLEIRO

México 1962

Sem grandes adversários no próprio continente o México já chegava a sua quinta participação nas sete Copas disputadas. No entanto, desta vez ainda teve que passar pelo Paraguai em uma repescagem intercontinental.

Mesmo com essa soberania continental as coisas não eram tão simples quando a bola rolava na Copa do Mundo, e o México sempre ocupava as últimas colocações do Mundial. Em 62 quando os grupos foram sorteado ficou claro que o roteiro mexicano não seria muito diferente dos anteriores. Em um grupo muito forte, com o Brasil (atual campeão), a poderosa Espanha (com a base do Real Madrid e seus jogadores naturalizados) e com a sempre complicada Tchecoslováquia os mexicanos teriam que contar com a sorte para conquistar alguns pontinhos.

Pela terceira vez nas últimas quatro Copas, Brasil e México se enfrentam na estreia e pela terceira vez o México perdeu. No entanto, ao contrário das duas goleadas anteriores, dessa vez os mexicanos conseguiram endurecer o jogo e o experiente goleiro Carbajal segurou o empate até o início do segundo tempo. O Brasil teve tempo de marcar duas vezes e o México perdeu por 2 a 0.

A segunda partida foi ainda mais surpreendente, Espanha e México fizeram um jogo aberto com muitas chances de gol. Qualquer um poderia vencer, mas um empate já seria considerado uma conquista para os mexicanos. Até que aos 44 minutos do segundo tempo os espanhóis marcaram o gol da vitória. A derrota deixou um gosto amargo e eliminou as chances mexicanas de prosseguir no Mundial.

Na última partida da primeira fase o México enfrentou a Tchecoslováquia, a bola mal tinha rolado e “La TRI” já estavam atrás no marcador, os tchecos abriram o placar com apenas 20 segundos de jogo (gol mais rápido da Histórias das Copas até 2002). Parecia que os mexicanos sofreriam mais uma derrota, mas no dia em que Carbajal completava 33 anos as coisas foram diferentes. Os mexicanos viraram a partida ainda no primeiro tempo e marcaram mais um na segunda etapa. O placar de 3 a 1 foi histórico e depois de 12 derrotas e 1 empate os mexicanos conquistavam sua primeira vitória em Copas. Com o resultado os mexicanos ainda passaram à frente da Espanha na classificação geral ficando na 11ª colocação (melhor até então) e pela primeira vez não foram os lanternas do grupo.

Em 62 a Seleção Mexicana permaneceu usando o uniforme adotado em 58, Camisa e meias verdes com calção branco e no peito o logo com as cores da bandeira nacional. A novidade estava na gola e nas mangas que também traziam as três listras da bandeira e davam todo um charme à camisa.

PRIMEIRO UNIFORME

Esse uniforme foi usado nas partidas contra Brasil e Espanha, mas a primeira vitória mexicana na partida contra os tchecos foi conquistada com a camisa original Grená e o calção e as meias escuras que então eram usados como uniforme reserva.

SEGUNDO UNIFORME

O goleiro Carbajal usou o mesmo uniforme nas três partidas: camisa pretas, calção branco e meias verdes.

UNIFORME DE GOLEIRO

Espanha 1962

A Espanha chega ao seu terceiro mundial depois de duas participações dignas, 5º em 34 e 4º em 50. Ainda assim, desta vez as expectativas eram muito maiores, a naturalização das estrelas internacionais Santamaría, Di Stefano e Puskas colocam “La Furia” com status de favorita ao título.

Depois de passar por País de Gales nas eliminatórias europeias e por Marrocos na repescagem intercontinental os espanhóis caíram em um grupo extremamente forte na Copa. Além da Espanha o Grupo III contava com Brasil e Tchecoslováquia (equipes que posteriormente fariam a final deste Mundial) e com a fraca equipe mexicana.

Enquanto o Brasil estreava tranquilamente contra o México, Espanha e Tchecoslováquia já disputavam um mata-mata logo na primeira partida. Mesmo com a ausência de Di Stefano, machucado, os espanhóis contavam com o incrível ataque do Real Madrid a sua disposição e eram amplamente favoritos. Ainda assim, os tchecos conseguiram segurar o ataque espanhol e faltando 10 minutos para o término do jogo abriram o placar em uma arrancada de contra-ataque. A Espanha perdeu por 1 a 0 e se complicou no grupo.

Na segunda rodada espanhóis e mexicanos se enfrentaram precisando da vitória para permanecerem vivos na disputa. O jogo foi aberto e as duas equipes foram para o ataque, e mesmo criando chances mais clara a Espanha sempre parava nas mãos do experiente goleiro Carbajal. O jogo ia se encaminhando para um empate sem gols até que no último minuto Pieró pegou um rebote da defesa e marcou o gol da vitória. Mesmo com o resultado de 1 a 0 os espanhóis ainda precisavam passar pelo Brasil para seguir em frente.

Fechando a fase de grupos os espanhóis enfrentaram um Brasil acuado e assustado pela ausência de Pelé, machucado na partida anterior. A Espanha encurralou o Brasil e abriu o placar no final do primeiro tempo. Na segunda etapa a dinâmica continuou e os espanhóis teriam marcado o segundo gol se não fosse uma bela ajuda do Juiz chileno Sergio Bustamante. Primeiro Nilton Santos derrubou Collar dentro da área, mas deu um passo para fora iludindo o arbitro que marcou apenas falta. Na cobrança da falta Puskas levantou a bola e Pieró marcou de bicicleta, mas novamente o juiz interveio marcando pé alto na jogada. Com o ânimo renovado depois desses lances o Brasil partiu para o ataque e marcou duas vezes virando a partida. Com a derrota por 2 a 1 a Espanha foi surpreendentemente eliminada ainda na primeira faze ficando na última colocação do grupo e 12ª na geral, atrás inclusive do México que conquistou uma vitória improvável contra a Tchecoslováquia na última partida.

Nessa Copa a “Furia Roja” usou seu uniforme tradicional em todas as paridas camisa vermelha cação azul e meias pretas com detalhes em vermelho e amarelo.

PRIMEIRO UNIFORME

Os goleiros Carmelo Cedrún e José Araquistáin usaram um uniforme com camisas pretas e calções e mais iguais aos dos jogadores de linha.

UNIFORME DE GOLEIRO

Uruguai 1962

Depois da ausência na Copa de 58 os uruguaios retornaram ao Mundial passando pela Bolívia nas eliminatórias e mesmo caindo em um grupo complicado com União Soviética, Iugoslávia e a estreante Colômbia a equipe celeste era uma das favoritas.

Contudo quando a bola rolou as coisas se complicaram. Na estreia o adversário foi a conhecida Colômbia e mesmo com o amplo retrospecto positivo os cafeteros saíram na frente. No segundo tempo os uruguaios conseguiram a virada para 2 a 1, evitando um vexame maior.

A segunda partida foi contra a Iugoslávia e dessa vez foram os sul-americanos que abriram o placar, no entanto sofreram a virada ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa os europeus marcaram mais um e depois disso o futebol deu lugar a violência e a partida terminou em 3 a 1 para a Iugoslávia.

Fechando a primeira fase o Uruguai enfrentou a União Soviética que precisa apenas do empate para seguir na competição. Os uruguaios que precisavam da vitória foram para o ataque, no entanto acabaram sofrente o primeiro gol no final do primeiro tempo. Depois de muita luta eles conseguiram buscar o empate no início do segundo tempo. Contudo, na sequência perderam o defensor Eliseo Alvarez machucado e com um homem a menos e extenuados sofreram um gol no minuto final da partida. Com a derrota por 2 a 1 o Uruguai, que tinha como pior campanha um 4º lugar em 54, foi eliminado da Copa ainda na primeira fase e ficou na 13ª colocação.

Nessa Copa o Uruguai usou um uniforme praticamente igual ao usado 8 anos antes no Mundial de 54, as únicas diferenças era os detalhes nas meias e a cor da numeração que passou a ser branca.

PRIMEIRO UNIFORME

Esse uniforme foi usado nas partidas contra a Iugoslávia e contra a união Soviética, contudo na estreia contra a Colômbia a “Celeste Olímpica” entrou em campo com camisas vermelhas, usando seu uniforme reserva pela primeira vez em Copas.

A camisa vermelha passou a ser usada depois de uma serie de amistosos contra a Argentina em 1932. Como as duas equipes usavam o azul celeste em suas camisas, combinaram de mudar as cores para se enfrentarem. A Argentina usou camisas todas brancas e o Uruguai usou vermelho. Depois disso o Uruguai decidiu usar a camisa vermelha para disputar a Copa América de 1935 e foi campeão, mesmo com o amplo favoritismo da Argentina. Dessa forma consideraram que a camisa vermelha dava sorte e ela voltou a ser usada em algumas oportunidades e foi até usada como o uniforme reserva oficiam entre 1991 e 2010.

SEGUNDO UNIFORME

O goleiro Roberto Sosa usou um uniforme todo negro nesse mundial

UNIFORME DE GOLEIRO

Colômbia 1962

Mais uma estreante em Copas, a Colômbia conquistou a sua vaga em 1966 contanto com a sorte. Para começar o Paraguai, forte concorrente a ir à Copa teve que disputar a vaga contra os países das Américas do Norte e Central em um play-off intercontinental. Além disso, Brasil e Chile já estavam classificados previamente, por serem o último campeão e o país sede respetivamente. Com ainda três vagas em disputa e poucos times disputando a Colômbia conseguiu fugir dos poderosos Uruguai e Argentina, e foi sorteada para disputar a vaga contra a Seleção do Peru. Depois de uma vitorias por 1 a 0 e um empate em 1 a 1 os colombianos conquistavam sua vaga para a Copa do Mundo

No entanto, a sorte que eles demostraram nas eliminatórias não os acompanhou no sorteio da Copa. Los Cafeteros, caíram em um grupo extremamente forte com o próprio Uruguai, a União Soviética e a Iugoslávia.

A estreia colombiana em Copas foi contra o antigo rival sul-americano que tinha ampla no confronto direto. Ainda assim, os colombianos saíram na frente do placar aos 19 minutos de jogo e ainda no primeiro tempo mandaram uma bola na trave. Contudo, no segundo tempo a sorte mudou de camisa e o Uruguai conseguiu empatar ainda no início. Alguns minutos depois o lateral colombiano Zuluaga sofreu uma fratura na perna e com um a menos os colombianos não conseguiram mais segurar a equipe uruguaia que virou a partida e venceu por 2 a 1.

 A segunda partida foi contra a União Soviética. Como esperado os soviéticos iniciaram a partida massacrando a Colômbia e com 11 minutos de partida os europeus já tinham feito três gol. Tudo indicava uma goleada histórica, mas no início do segundo tempo os soviéticos venciam por apenas quatro a um. Aos poucos a Seleção Colombiana foi se encontrando no jogo e nos últimos minutos de partidas marcaram três gols conquistando um empate inimaginável. Anos depois o árbitro brasileiro João Etzel Filho confessou ter ajudado os colombianos nessa partida.

Na última partida o adversário foi a Iugoslávia que precisava vencer para ir à próxima fase. O jogo foi um verdadeiro massacre e os iugoslavos venceram por 5 a 0. Os colombianos nem de longe conseguiram repetir o desempenho do jogo anterior em parte pela falta de ajuda do arbitro, mas também porque estavam se arrastando em campo, afinal eles haviam passado os últimos quatro dias festejando o empate contra os soviéticos. Com duas derrotas e um empate os colombianos terminaram sua participação em Copas na 14ª colocação.

Apesar de hoje ser conhecida por usar camisa amarela, a Seleção Colombiana variou muito as cores dos seus uniformes durante os anos, usando até camisas laranjas durante as décadas de 70 e 80. Na Copa de 1962 o uniforme colombiano era comporto por uma camisa azul escura com o logo no peito, calção e meias brancas. Contudo, essa versão do uniforme só foi usada na estreia contra o Uruguai e na última partida, contra a Iugoslávia.

PRIMEIRO UNIFORME

Na partida contra União Soviética que também usava calções brancos, os colombianos improvisaram um calção negro.

SEGUNDO UNIFORME

O goleiro Efraín Sánchez acabou usando três versões semelhantes, mas diferentes uma em cada partida. Variando entre uma camisa com a gola alta e o logo no peito e uma camisa sem gola e sem logo, e também variou entre calção branco e preto.

UNIFORME DE GOLEIRO

Contra o Uruguai

UNIFORME ALTERNATIVO DE GOLEIRO

Contra a União Soviética

Contra a Iugoslávia