O futebol húngaro já não vivia o esplendor da geração mágica de 1954, mas ainda mantinha tradição e qualidade. Depois da invasão soviética e da fuga de diversos craques em 1956, a Hungria passou por uma reconstrução. Mesmo assim, chegou ao Chile com uma equipe competitiva e talentosa, mesclando veteranos experientes e jovens promessas. Sob o comando de Lajos Baróti, os magiares acreditavam que podiam voltar a brilhar no cenário mundial.
Na primeira fase, a Hungria caiu em um grupo complicado, ao lado de Inglaterra, Argentina e Bulgária. A estreia foi justamente contra os ingleses, em Rancagua, e o time europeu mostrou que ainda tinha força. Jogando com intensidade e muita disciplina tática, a Hungria venceu por 2 a 1, surpreendendo a todos e começando a Copa de forma empolgante.
No segundo jogo, a atuação foi simplesmente avassaladora. Frente à Bulgária, os húngaros atropelaram o adversário e aplicaram um contundente 6 a 1 — uma partida que reafirmou o potencial goleador da equipe e que serviu para consolidar a liderança do grupo. Foi o momento de maior brilho húngaro no torneio, com movimentações coletivas que desmontavam defesas adversárias.
Com a vaga já garantida, Baróti poupou parte dos titulares na última partida da fase de grupos, contra a Argentina. O jogo foi morno, e o empate em 0 a 0 serviu para manter a Hungria invicta e na liderança do grupo — um desempenho digno de respeito.
Nas quartas de final, o adversário seria a Tchecoslováquia, um velho conhecido do futebol do Leste Europeu. Foi um duelo tenso e equilibrado, em que o goleiro tcheco Schrojf brilhou, segurando o ataque húngaro. O jogo terminou 1 a 0 para os tchecos, com gol de Scherer, e a eliminação foi recebida com frustração, já que a Hungria vinha jogando um futebol convincente.
Ainda assim, o desempenho no Chile mostrou que o país continuava entre as potências do futebol europeu, mesmo sem os grandes nomes do passado. A Hungria encerrou sua campanha com duas vitórias, um empate e uma derrota, terminando na 6ª colocação geral.
A Hungria manteve seu tradicional uniforme grená com calções brancos e meias verdes — uma combinação que remetia diretamente às cores da bandeira nacional e que já era um símbolo do país desde os tempos de Puskás e Hidegkuti.
PRIMEIRO UNIFORME

O uniforme titular foi usado em todas as partidas.
UNIFORME DE GOLEIRO

O goleiro Gyula Grosics, famoso por seu estilo arrojado e por atuar quase como um “líbero”, usava um visual todo preto, seguindo a tradição dos arqueiros húngaros.