A Alemanha chegou à Copa de 1958 com status de Campeã mundial e por isso, não precisou disputar as eliminatórias. Ainda assim, o time titular tinha apenas três remanescentes do milagre de Berna (Final da Copa de 54 em que a Alemanha venceu a Hungria, contra todas as expectativas), entre eles os astros Helmut Rahm e Fritz Walter.
A estreia foi contra a Argentina, mas o jovem time alemão ainda estava se aquecendo na partida quando os sul-americanos marcaram o primeiro gol, com apenas 3 minutos de jogo. Depois disso o time recuperou o folego e partiu para o ataque, quando o primeiro tempo acabou os germânicos já venciam por dois a um. No segundo tempo eles ainda tiveram tempo para marcar novamente, vencendo a partida por 3 a 1.
Na segunda partida os alemães entraram em campo muito mais ligado e antes dos 20 minutos tempo já tinham acertado uma bola na trava, o goleiro Doljsi já havia feito uma grande defesa e um zagueiro tcheco tinha salvado uma bola em cima da linha. Contudo, depois disso o contra-ataque da Tchecoslováquia deu resultado e eles conseguiram marcar duas vezes no primeiro tempo. Na segunda etapa a Alemanha pressionou ainda mais e conseguiu buscar o empate em 2 a 2.
O último adversário da primeira fase foi a Irlanda do Norte e novamente os alemães saíram atras do placar, mas dessa vez eles conseguiram empatar logo na sequência. Na segunda etapa o filme se repetiu, os irlandeses marcaram mais uma vez e os germânicos empataram em 2 a 2. Isso foi o suficiente para eles passarem para a próxima fase em primeiro lugar do grupo.
Nas quartas, assim como em 54, o adversário foi a Iugoslávia. E o jogo parecia ser uma continuação da mesma partida quatro anos depois. A Iugoslávia com um futebol mais técnico e criativo e a Alemanha com seu futebol mecânico e pragmático, novamente quem decidiu o jogo foi Helmut Rahm. A única diferença é que dessa vez a Alemanha venceu por apenas 1 a 0.
Os alemães chegaram como favoritos na semifinal, mas o adversário seria a Suécia, a dona da casa. O jogo foi intensamente disputado, mas claramente os anfitriões contaram com uma ajuda significativa do arbitro húngaro Istvan Szolt. Quando o jogo ainda estava empatado o juiz não marcou um pênalti em Rahn, contudo, pouco depois os germânicos conseguiram abrir o placar. Ainda no primeiro tempo o árbitro ignorou um toque na mão do atacante sueco Nils Liedholm e no mesmo lance eles conseguiram empatar. No início da segunda etapa os jogadores Hamrin da Suecia e Juskowiak da Alemanha, se desentenderam e partiram para a agressão, mas o juiz expulsou apenas o alemão. Aos 30 minutos foi a vez de Fritz Walter ser agredido e ficar praticamente inutilizado para o jogo, com dois a menos a Alemanha não conseguiu resistir a intensidade sueca e tomou dois gols nos últimos 10 minutos da partida, perdendo por 3 a 1. A violência vista nesse jogo mobilizou a FIFA a iniciar a campanha do fair play em Copas.
Na decisão de 3º e 4º os alemães, com um time misto, foram derrotados pela França com uma chuva de gols e um show de Fontaine, 6 a 3 foi o placar.
A Seleção Alemã usou apenas um uniforme nas 6 partidas que disputou nessa Copa, a tradicional combinação de camisa branca com calção preto e as meias que até então também eram pretas.
PRIMEIRO UNIFORME

Os goleiros Fritz Herkenrath e Heinz Kwiatkowski usaram um uniforme todo negro no Mundial, também tradicional da Alemanha até então.
UNIFORME DE GOLEIRO
