Evolução do Uniforme da França

Primeiro Uniforme       

A primeira partida oficial da Seleção Francesa de futebol ocorreu
em 1 de maio de 1904, mas 4 anos antes durante a 2ª Olimpíada da era moderna em Paris um selecionado francês defendeu o país em um torneio de demonstração. Nessa ocasião foi usada a primeira camisa francesa de futebol, toda branca e com o emblema da União das Empresas Francesas de Esportes Atléticos (USFSA) no centro da camisa, o uniforme ainda era composto por calção azul e meias vermelhas. A USFSA era a organizadora de vários esportes francês no início do século XIX, incluindo o futebol. Seu emblema eram dois elos um azul e outro vermelho sobre um fundo branco (cores da bandeira francesa). Este também serviria de inspiração para o emblema dos jogos olímpicos.

Em 1904 um uniforme basicamente igual foi usado na primeira partida oficial, um empate em 3 a 3 contra a Bélgica, a única alteração se deu no emblema que ficou menor e na altura do peito.

O uniforme principal permaneceu inalterado até 1909 quando o futebol francês passou a ser organizado pelo Comité Interfederal Francês. A nova camisa era listrada em azul e branco, tinha o colarinho vermelho e trazia no peito o galo gaulês, símbolo da CFI, o calção era branco e as meias permaneciam vermelhas.

Em 1919, a Seleção Francesa disputou apenas uma partida usando uma estranha camisa listrada em azul vermelho e branco. Neste mesmo ano é fundada a Federação Francesa de Futebol (FFF) e a camisa azul com calção branco e meias vermelhas finalmente se torna o uniforme principal padrão.

Quase 100 se passaram antes que essa combinação sofresse alguma alteração significativa. Até hoje a camisa principal dos “blues” nunca deixou de ser azul, mas a combinação com o calção e as meias tiveram outras duas versões. Na Euro 2012 os franceses usaram um uniforme inteiramente azul e na Euro 2016 o calção foi azul, mas as meias continuaram vermelhas.

 

Segundo Uniforme

A primeira vez que a Franca usou um uniforme reserva foi em 1 de novembro de 1906, contra a Inglaterra que também jogava de branco. A camisa era vermelha, mas o restou era igual ao principal da época: calção azul e meias vermelhas.

Dois anos mais tarde, novamente contra a Inglaterra, os franceses usam um novo uniforme reserva e está foi 1ª vez na história o uniforme pelo qual seriam eternamente reconhecidos: camisa azul, calção branco e meias vermelhas.

Com a fundação da FFF em 2019 o uniforme reserva também ganha cores padrão: camisa vermelha, calção branco e meias azuis. Ele permanece assim até a década de 60 com uma única exceção, no jogo de 23 de maio de 1948 contra a Escócia. Nesse dia os franceses entraram em campo com camisas brancas.

Contudo com o surgimento das transmissões televisivas na década de 60 foi necessário criar um novo uniforme reserva que tivesse mais contraste nas TVs em preto e branco. Dessa forma a camisa branca retorna agora como uniforme reserva. Os calções variaram entre azul e branco e as meias entre azul, vermelho e branco, mas no final desta década ele se estabelece como camisa branca, calção branco e meias vermelhas. Em 1984 as meias passaram a ser brancas e de 94 a 97 o calção também foi branco.

A próxima grande mudança só aconteceu na euro 2008, quando os franceses resgataram a camisa vermelha no uniforme reserva, com calção e meias azuis. Em 2010 o segundo uniforme volta a ser o tradicional e em 2011 uma nova ousadia da Nike; uma camisa listrada em azul e branco, assim como a de 1909, mas agora com as listras na horizontal. Esse uniforme não foi muito bem aceito pelos torcedores e no ano seguinte e ele voltou a ser todo branco. Em 2013 a Nike inovou outra vez e produziu um belo uniforme reserva em azul celestes para Les Blues, depois disso o uniforme tradicional voltou a ser o padrão.

                                        

Terceiro Uniforme e Uniformes especiais

Na década de 70 a Franca usou em algumas oportunidades um terceiro uniforme com a camisa vermelha o calção branco e as meias também vermelhas. Já em 2017 a Nike lançou um polemico terceiro uniforme para a Seleção Francesa. Todo preto e com os detalhes em azul turquesa o resultado ficou muito bonito, mas esse kit nunca foi usado em uma partida oficial.

Um dos casos mais curiosos envolvendo uniformes de futebol ocorreu na Copa de 1978, na partida entre França e Hungria. As duas equipes usavam camisas de cores diferentes, azul e vermelho respectivamente, mas como não haveria muito contraste em uma transmissão televisiva em preto e branco seria melhor que uma das equipes jogasse de branco. O que ocorreu, no entanto, é que ambas as equipes optaram pela camisa branca, e na ausência de outros uniformes na hora da partida a equipe francesa teve de pegar emprestado um jogo de camisas de uma equipe local. A camisa do Club Atlético Kimberley ela listrada em verde e branco com os números em preto. A combinação desta camisa com o calção azul e as meias vermelhas da Seleção Francesa resultou em uns dos kit mais bizarros das Copas.

Para ver a evolução do uniforme da Seleção dos Estados Unidos usado em Copa click na imagem abaixo.

Alemanha 1954

O país estava destroçado e a população ainda sofria as consequências da recém acabada II Guerra Mundial, mas isso não impediu a Alemanha de formar uma equipe competitiva para disputar o Mundial de 54. Se não era colocada entre as favoritas ao título, não havia dúvidas de que poderia fazer um bom papel e ter um resultado digno nesta Copa. No entanto o mundo não estava preparado para o que aconteceria na Suíça.

Tudo começou nas eliminatórias, os Alemães caíram no grupo 1 junto com Noruega e Sarre (região da Alemanha que esteve sobre protetorado Frances após a II Guerra). Os germânicos passaram por cima de seus adversários vencendo 3 das 4 partidas disputadas e empatando a outra, marcando 12 e sofrendo apenas 3.

Na Copa as coisas não seriam tão fáceis principalmente porque os Alemães não foram escolhidos como cabeça de chave de nenhum grupo. E mesmo ficando no mesmo grupo da Hungria, principal candidata ao título, eles tiveram sorte e os outros integrantes do grupo eram a fraca Seleção Turca e a inexperiente equipe da Coreia do Sul.

A estreia foi contra a Turquia (cabeça de chave do grupo) que sai na frente, os alemães buscaram a virada e venceram por 4 a 1. O próximo adversário seria o outro cabeça de chave do grupo, a Hungria. Os alemães entraram com o time reserva, considerando uma provável derrota e considerando uma eventual partida desempate novamente contra a Turquia. O resultado foi um massacre de 8 a 3. Com os jogadores descansados os alemães aplicaram um a nova goleada sobre os turcos se classificando para a próxima fase.

Mesmo com a fácil classificação o técnico alemão Sepp Herberger foi duramente criticado pelo pragmatismo e falta de poder ofensivo do time. Por isso o teste de fogo seria nas oitavas contra a Iugoslávia que era vista como favorita. A Alemanha abriu o placar em um gol contra do zagueiro Horvat, depois disso os iugoslavos partiram para o ataque e perderam várias chances de empatar, no final do jogo os germânicos ainda conseguiram ampliar em um contra-ataque.

Na Semifinal o adversário, decidido em sorteio, foi a Áustria e depois de um 1º tempo equilibrado os alemães atropelaram no 2º vencendo a partida por 6 a 1. Com essa goleada surpreendente eles estavam na final, para novamente enfrentarem a Hungria.

Havia sido uma linda campanha da Alemanha até ali, mas ninguém em sã consciência acreditaria que a Alemanha teria chances contra a Hungria, mesmo que esta estivesse exaurida pelas partidas contra Brasil e Uruguai e com seu principal jogador, Ferenc Puskás lesionado.

Como era de costume a Hungria começou o jogo com uma intensidade absurda e antes dos 10 min do 1º tempo já vencia por 2 a 0, contudo os alemães também mostraram muito intensidade neste início frenético e empataram antes dos 20 min. Depois disso o ritmo do jogo diminuiu e somente aos 39 min do 2º tempo os alemães marcaram o terceiro gol. Decretando a mais surpreendente e épica virada já registrada em uma final de Copa do Mundo, não atoa esta partida passou a ser chamada de “O Milagre de Berna” dada a incredulidade de todos os que a acompanhavam. A Alemanha ganhava seu primeiro Titulo Mundial e se firmava como uma das maiores Seleções do Mundo.

O uniforme usado em seu primeiro título mundial mantinha as cores usadas nas Copas anteriores: camisa branca, calção e meias pretas (em homenagem a bandeira da Prússia). Mas este uniforme possuía uma gola mais simples e detalhes pretos nas mangas.

PRIMEIRO UNIFORME

Esse uniforme foi usado na primeira partida contra a Turquia, nos dois jogos contra a Hungria e na disputa contra a Iugoslávia.

Nesta Copa os alemães estrearam seu uniforme reserva: camisa verde calção branco e meias também verdes. Há duas explicações para a escolha dessas cores, uma seria simplesmente porque essas são as cores de um campo de futebol e a outra essa escolha seria uma homenagem a Irlanda, primeira Seleção a aceitar realizar um amistoso contra os alemães depois da II Guerra.

 SEGUNDO UNIFORME

Esse uniforme foi usado na semifinal contra a Áustria.

Na segunda partida contra a Turquia eles entraram em campo com uma variação deste uniforme com o calção e as meias pretas.

UNIFORME ALTERNATIVO

Os goleiro Toni Turek e Heinz Kwiatkowski usaram o até então tradicional uniforme de goleiro alemão todo negro. A diferença é que a de Turek possuía um zíper na gola (destelhe pouco usual em camisas de futebol).

UNIFORME DE GOLEIRO

Já a de Kwiatkowski, que atuou apenas na primeira partida contra a Hungria, possuía uma gola mais simples e branca.

SEGUNDO UNIFORME DE GOLEIRO