A Copa de 1934 misturou esporte e política , como nunca antes na historia do esporte. O ditador italiano Benito Mussolini, enxergou nesse evento uma grande oportunidade de fazer propaganda do regime fascista, por isso já em 1929 iniciou uma campanha para sediar a segunda Copa do Mundo.
Não satisfeito em sediar a Copa, o Duce (como Mussolini era conhecido) decidiu usar toda a sua influencia para “garantir” que a Itália fosse a grande Campeã. A influencia do ditador foi tamanha, que ele escolheu e “conversou” com todos os juízes que apitariam as partidas dos italianos. Por coincidência, ou não, todas as decisões polêmicas dos árbitros foram tomadas a favor da Seleção Italiana. A “armação” foi tão evidente que alguns juízes foram expulso de suas federações assim que a Copa acabou.
Pela primeira vez a Copa foi disputada em um sistema de mata-mata desde a primeira etapa, por isso qualquer derrota eliminaria a equipe, mas o italianos, de uma forma ou de outra, conseguiram passar por todos os adversários (Estados Unidos, Espanha, Áustria e Tchecoslováquia) e conquistaram seu primeiro titulo.
O uniforme principal da Seleção da Itália é o mesmo desde suas primeiras edições. A cor azul da camisa foi escolhida (mesmo não aparecendo na bandeira nacional, como homenagem à Casa Real italiana de Savoia, que reinou no país até 1946. Por esse motivo o time passou a ser chamado de Squadra Azzurra (esquadrão azul).
UNIFORME PRINCIPAL
Esse uniforme foi usado nas cinco partidas disputadas pelos italianos nesse mundial, quatro vitórias e um empate contra a Espanha, que forçou um jogo desempate.
O uniforme de goleiro usado pela Itália nesse mundial era todo preto, mas trazia um cinto no calção e o distintivo no peito.
UNIFORME DE GOLEIRO
O goleiro Giampiero Combi disputou as cinco partidas da Copa usando esse uniforme e tomou apenas 3 gols.


Bastante interessante, inclusive essa referência à transformação da competição em evento político. Talvez a copa de 1934, assim como as Olimpíadas na Alemanha nazista logo em seguida, tenham dado início a esse tipo de vinculação. Não apenas regimes ou ideologias podem ser beneficiados ou prejudicados, mas também campanhas de orgulho e afirmação nacionais, temas tão caros a nós brasileiros, por exemplo.